
Reli recentemente o livro “A Fonte da Juventude”, de Peter Kelder. É um livro estranho. O autor conta a história de um certo Coronel Bradford, que teria vivido no Tibet no início do século XX e lá teria descoberto o segredo da Fonte da Juventude. Este segredo seriam os cinco exercícios tibetanos — ou ritos tibetanos, tais como praticados pelos lamas para melhorar a saúde e desenvolver a força física.
Os exercícios são simples. Embora sua origem seja desconhecida, percebe-se que eles são adaptações dos asanas do Hatha Yoga. De um modo geral, cada rito consiste num movimento que alterna dois asanas do Yoga, como explicarei a seguir.
Há muita discussão e controvérsia a respeito dos efeitos dos ritos tibetanos sobre a saúde. Como a maioria das tradições e práticas que vêm do Oriente, não há comprovação científica sobre os efeitos dos ritos; não se sabe exatamente até onde os ritos podem de fato retardar o envelhecimento ou fazê-lo retroceder, a despeito do que afirma o livro de Kelder. Há, no entanto, algumas evidências de que seus efeitos são positivos e que a prática diária traz muitos benefícios ao praticante.
Todos os ritos agem diretamente sobre a linha central do corpo, onde se concentram todos os orgãos e glândulas fundamentais para a saúde. Ao exercitá-los, fazemos com que funcionem melhor.
Em condições normais, nos movimentos que executamos no dia-a-dia e mesmo em exercícios usuais (na prática de esportes, em academias de ginástica), estes orgãos e glândulas não são estimulados. A maioria dos exercícios ocidentais age sobre músculos localizados, sobretudo nos braços e nas pernas. Os objetivos dos exercícios ocidentais são o desenvolvimento da força e o melhoramento estético; benefícios à saúde são conseqüência da prática desses exercícios, não sua razão de ser. Sabemos que há casos em que esses exercícios podem causar danos ao corpo.
Os ritos são para os orgãos e glândulas algo parecido com o que os exercícios ocidentais são para braços e pernas. Flexões e alongamentos ampliam a flexibilidade e a mobilidade de braços e pernas da mesma forma que os ritos tibetanos estimulam o bom funcionamento do aparelho digestivo e respiratório, por exemplo.
Kelder recorre à teoria dos chakras para explicar os efeitos dos ritos. Chakras são os centros de energia do corpo. A saúde física e mental está relacionada à saúde dos chakras. Mestres de diversas tradições orientais falam dos chakras e da energia vital (chi, ki ou prana) como as bases da saúde. Alguns vão além, dizendo que toda a saúde depende desse binômio. Segundo eles, se os chakras estão funcionando corretamente, a energia vital flui pelo corpo e o indivíduo tem saúde plena, independentemente de seus hábitos.
Embora seja interessante conhecer a teoria dos chakras, ela não é fundamental para a prática dos ritos tibetanos. O mais importante ao praticar os ritos é a realização correta dos movimentos, a respiração, a atenção e a disciplina. A realização correta dos movimentos proporciona os benefícios associados aos ritos. A respiração permite conforto e bem-estar durante a prática, além de beneficiar a circulação de sangue e energia pelo corpo. A atenção amplia a consciência corporal, ajudando-nos a corrigir eventuais erros e a perceber os benefícios e modificações proporcionadas pela prática. A disciplina mantém o praticante no caminho certo.
“A Fonte da Juventude” traz como posfácio depoimentos de alguns praticantes. Há relatos de curas milagrosas, rejuvenescimento, melhorias em doenças crônicas, raciocínio e memória. Como sou relativamente jovem e, confesso, como não pratiquei os ritos diariamente por um período significativo, esses benefícios não foram percebidos, se existiram. O que pude perceber é que a prática dos ritos aumenta consideravelmente a disposição física. Há uma nítida sensação de leveza e o corpo torna-se mais flexível, o que melhora toda a mobilidade.
O primeiro rito consiste em girar em torno do próprio centro. Conforme explica Kelder, o primeiro rito ativa o funcionamento dos chakras. Existem semelhanças entre o primeiro rito e a dança rodopiante dos dervixes, a não ser pela direção da rotação. A rotação em sentido horário — como é feita no primeiro rito — estimula o funcionamento dos chakras, acelerando-os. A rotação em sentido anti-horário — praticada pelos dervixes — os desacelera, conduzindo à introspecção e ao relaxamento que precede práticas como a meditação.
O segundo rito é uma espécie de exercício abdominal. Pernas são alongadas, o pescoço é massageado e o abdômen é reforçado. Ao contrário dos exercícios abdominais convencionais, no segundo rito todo o corpo é exercitado, o que estimula também o aparelho digestivo e a musculatura que serve de base para a coluna.
O terceiro rito promove a extensão côncava da coluna, sobretudo da região cervical. Sabe-se que diversas tensões acumuladas no corpo manifestam-se no pescoço e quando esta região está tensa, todo o corpo torna-se tenso. O terceiro rito alivia essas tensões e mantém o pescoço flexível e a garganta relaxada. Este exercício tem semelhanças com o Ustrasana, a Posição do Camelo do Hatha Yoga.
O quarto rito, também conhecido como exercício da mesa, reforça a musculatura lombar e exercita braços e pernas. Como no terceiro rito, o pescoço também é exercitado. Ele é uma combinação de posturas semelhantes ao Purvottanasana e ao Dandasana, do Hatha Yoga.
O quinto rito é o que mais se assemelha a posturas do Hatha Yoga. Na verdade trata-se de uma combinação de Urdhva Mukha Svanasana e Adho Mukha Svanasana, que fazem parte da famosa seqüência da Saudação ao Sol (Suryanamascar). Neste rito todo o corpo é estendido, a respiração torna-se mais leve e fluida e braços e pernas são reforçados.
Explicações detalhadas e ilustradas sobre os ritos podem ser encontradas no livro de Peter Kelder, que pode ser baixado na seção de e-books deste saite.
As origens dos ritos são obscuras e controversas. Não se sabe se o Coronel Bradford existiu de fato; ele pode ter sido inventado por Peter Kelder para tornar a história sobre os ritos mais interessante. Pouco se sabe também a respeito de Peter Kelder, que leva uma vida reclusa na California. Alguns itens tornam os ritos não menos controversos:
1) A medicina tibetana reconhece cinco chakras, não sete como afirma Kelder em seu livro.
2) A medicina tibetana não associa, portanto, a saúde à ativação dos sete chakras, mas ao equilíbrio dos cinco elementos (ar, água, terra, fogo, metal).
3) O yoga tibetano nunca incluiu giros.
4) Lamas ensinam que se deve transcender o corpo, incluindo o apego à juventude e preocupações com o peso e a beleza. O mestre tibetano Milarepa ensina que a doença e o envelhecimento são bênçãos para a eliminação do ego e do desejo de permanência.
5) O verdadeiro yoga tibetano é composto de mais de 100 movimentos diversos.
6) O yoga tibetano inclui também diversos exercícios respiratórios, centenas de visualizações complexas e muitas meditações cujo domínio depende de anos de prática sob a supervisão pessoal de um lama.
7) O verdadeiro praticante tibetano sempre revela o nome e a ascendência de seu mestre, revelação esta que normalmente é acompanhada de versos de agradecimento, respeito e dedicação. De forma semelhante, qualquer sistema tibetano possui diversas referências em relação às suas origens e ao mesmo tempo mantém-se sempre resguardado de interpolações e interferências estrangeiras.
8 ) Monges tibetanos não ensinavam práticas secretas ou qualquer outra coisa a não ser lições espirituais menores aos ocidentais, sobretudo no início do século XX.
Estes itens colocam grande dúvida quanto a autenticidade dos ritos e fazem pensar que eles são, na verdade, uma compilação de diversas tradições orientais, somada ao interesse ocidental por panacéias. Não é impossível que Peter Kelder tenha elaborado um sistema próprio, com base em seu próprio conhecimento das tradições orientais, e tenha decidido apresentá-la num livro como “A Fonte da Juventude” para torná-lo mais interessante.
Escolas e professores ocidentais têm de fato apresentado os ritos como uma panacéia. Há diversos “programas” de treinamento, vídeos, livros, apostilas, aulas. Destacam-se, entre os benefícios alardeados, a clareza da memória, melhor desempenho sexual e o rejuvenescimento. O próprio livro de Peter Kelder pode ser incluído neste movimento ocidental que importa tradições orientais, as adapta e divulga para aqueles que estão dispostos a segui-las. Isto não chega a ser um problema, são formas do Ocidente lidar com tradições que não lhe são familiares. O problema é a perda dos fundamentos e das origens das tradições, que pode acarretar na perda da própria tradição e de sua razão de ser.
Outro e-book disponível neste saite — Yoga da Eterna Juventude — faz referência ao livro de Kelder e apresenta uma seqüência de exercícios muito parecida com a dos ritos tibetanos.
Eu, pessoalmente, associo a prática dos ritos a alguns asanas do Hatha Yoga. Como os asanas são estáticos e os ritos são dinâmicos, uso aqueles como uma forma de repouso e concentração. É possível que cada praticante faça suas adaptações, de forma que gradualmente se chegue à prática dos ritos tais como descritos no livro de Kelder e a partir daí faça as adições que quiser. A meditação pode ser um bom complemento aos ritos, uma forma interessante de relaxar o corpo e observar com mais tranqüilidade eventuais alterações físicas e mentais causadas pela prática.
A minha sugestão é: pratique. Experimente os ritos. Você pode associá-los a outras práticas físicas, como o yoga ou as artes marciais, como eu tenho feito há algum tempo. As explicações contidas nos livros podem ajudar a praticar os ritos sem a ajuda de um instrutor. O bom senso e o conforto podem dizer se a prática está sendo feita corretamente, embora a ajuda de um instrutor experiente seja sempre indicada. Nunca é demais lembrar aos mais velhos que procurem orientação médica antes da prática de qualquer tipo de atividade física.
*
Além de “A Fonte da Juventude”, há um livro chamado “A Fonte da Juventude – Livro 2″, que é uma compilação de artigos sobre os ritos. Neste livro os ritos são reapresentados e diversas pessoas — inclusive médicos e especialistas em cultura tibetana — analisam vários aspectos relacionados à prática e aos efeitos dos ritos.
O “Livro 2″ não torna os ritos menos controversos. Seu principal valor está em ampliar as informações disponíveis a respeito deles e em lançar um olhar mais sério sobre o assunto (porque a história do Coronel Bradford é realmente muito fantasiosa). O “Livro 2″ traz exercícios de preparação para os ritos, pois eles podem ser bastante exigentes no começo.
Infelizmente não conheço nenhuma versão eletrônica deste livro, mas a seqüência de exercícios preparatórios para os ritos pode ser encontrada aqui: http://www.mkprojects.com/pf_TibetanRites.htm
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Além de minha experiência pessoal com a prática dos ritos e dos dois livros mencionados neste artigo, utilizei também o verbete dos ritos tibetanos na Wikipedia.
O blog The Five Tibetans conta a experiência de uma instrutora e também pode ser uma boa fonte de informações sobre os ritos tibetanos; nele algumas dúvidas muito freqüentes podem ser esclarecidas. A autora do blog criou um programa de saúde baseado nos ritos e em exercícios respiratórios.
Clique aqui para baixar o livro de Peter Kelder, “A Fonte da Juventude”. Ou vá à seção de e-books para ver este e outros livros.



42 comments
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Quinta-feira, Janeiro 18, 2007 às 4:36 pm
Chiuso
O livro é estranhíssimo, mesmo! Andei praticando os ritos, mas por pura preguiça e alguma falta de tempo acabei por abandoná-los.
Todos eles trazem uma sensação de conforto quando praticados constantemente. Alguns forçam bastante os músculos, como o 4º. Já o primeiro é sensível uma maior resistência quanto à movimentos bruscos que dão tonturas (acredito que quem navega de vez em qdo e sente-se mal, pode diminuir o mal estar com a prática dele).
Acho que é o único livro de auto-ajuda que ajuda alguma coisa realmente.
Quinta-feira, Março 8, 2007 às 5:02 pm
PEDRO ALBARELO MALDONADO
A Fonte da Junventude, livro 2 do mesmo autor, traz o sexto rito, além dos alongamentos preparatórios para os ritos, sendo que alguns destes alongamentos podem ser utilizados em substituição a determinados ritos que a pessoa não consiga fezer e algumas dicas sobre alimentação.
Lí o primeiro livro, mas gostei muito mais do segundo.
abraços
Quinta-feira, Maio 17, 2007 às 2:12 pm
adriano farias
já li o livro e é de impressionar, e nos acordar,para enxergar um aoutra possível realidade, a qual nós não estamos acostumados,mas eu acredito muito,e espero obter mas informações sobre os tibetanos.abraços
Terça-feira, Maio 29, 2007 às 5:29 pm
elouize
quais soa os ritos???
Terça-feira, Julho 31, 2007 às 4:16 pm
Christian
Elouize,
os ritos são os cinco que descrevi no texto. Explicações detalhadas sobre os ritos podem ser encontradas nos livros que indiquei.
Sexta-Feira, Setembro 14, 2007 às 9:30 am
Sandra Rosenia
Eu li os dois livros: vol I e II. Realmente é impressionante, mas temos que expandir nossas mentes para novos entendimentos. Pratico os ritos diariamente a 3 anos, exceto nas ocasiões em que viajo ou às vezes no domingo, relaxo um pouco. Mas os efeitos são excelentes, minha postura, disposição, circulação, metabolismo e até aparência física, tudo melhorou. Minha resistência para viroses também aumentou. Vivo na região norte onde há fortes incidências de gripes e outras viroses, raramente adoeço, e quando isso acontece, o restabelecimento é rápido. Hoje tenho 40 anos e pretendo praticar os ritos enquanto eu viver ou descobrir coisa melhor. Vale a pena conferir.
Abraços.
Sexta-Feira, Novembro 23, 2007 às 6:31 pm
marlene hech
Alo!
Pratico os 5 ritos a 2 anos e sinto-me super energizada, protegida e meu corpo adquiriu grande flexibilidade e resistencia.
Gostaria receber mais informações a respeito do sexto rito, pois pretendo iniciar a prática do mesmo.
muito obrigada
marlene
Sexta-Feira, Novembro 23, 2007 às 8:52 pm
Christian
Marlene,
eu não pratiquei o sexto rito senão esporadicamente. O livro que disponibilizei para download tem informações detalhadas sobre ele.
Boa prática.
Abraços.
Segunda-feira, Novembro 26, 2007 às 12:43 pm
Elizabeth Barcellos
Eu venho praticando os ritos desde 2001,é um milagre!
Já tenho uma certa idade,e tudo melhorou, memória,o corpo parece malhado tudo em cima,nunca mais fiquei doente,nem gripe. Energia a mil faço tudo cuido de vários animais,da minha filha,levanto todos os dias as 4 da manhã com uma disposição impressiomante!
Durmo agora pouco, meus sentidos todos eu tenho controle!
A mente parou! Só penso o necessário,uma calma, uma paz completamente ZEN!
Os meus cabelos começaram a voltar a cor natural!
A pele lisa sem rugas, que nem uso creme não gasto com nada de artigo de beleza!
Realmente tudo mudou!
Faço o rito 6 também!
E notei uma coisa muito boa que é o meu desenvolvimento espiritual que decolou!
Comecei a meditar muito, e estou notando que a minha paranormalidade está totalmente aflorada em todos os sentidos, que está me permitindo minha total integração com o meu EU SUPERIOR!
Faço os ritos rigorosamente todos os dias!
Só parei uma vez durante 15 dias, por motivo de força maior!
Mas voltei a fazer começnado com 3 de cada, como o ínicio.
Falaria aqui muito mais sobre os ritos!
O que posso dizer que para mim funciona e muito bem, estou encantada!
E antes dos ritos eu era simplesmente um caos!
Eu sou Eilzabeth Barcellos muito feliz!
Sucesso para todos!
E que posso dizer VALE A PENA TENTAR!
Quarta-feira, Janeiro 30, 2008 às 11:28 pm
idalina motta
Pratiquei durante umas tres semanas, achei o maior barato,me sentir ótima,apesar de não conseguir fazer o quarto rito, mas nem tudo é perfeito.Gostaria muito de encontrar na minha cidade um grupo que me orientasse melhor e praticasse esses 5 ritos.
moro na cidade de RESENDE-RJ
Quarta-feira, Março 26, 2008 às 1:25 am
Lucila
Não entendi o texto onde é citado que o livro é “estranho”, o que soa como negativo, para prosseguir de forma que denota aprovação do conteúdo. Sem sombra de dúvidas os ritos (exercícios) só fazem bem, sem o exagero da “malhação” que se faz em academias. É uma coisa muito lógica. Pontos inativos, enfraquecidos, de energia, são ativados e, obviamente, distribuem a energia que aciona o corpo, mente e espírito indolentes. Tirando certos exageros, como consta no “Capítulo Perdido”, que recomenda a repetição de frases para forçar a realização de algo. O poder da mente, dos pensamentos é um fato, mas deve ser natural e não forçado, artificialmente, através do que ele chama de “mantran”.
Domingo, Abril 27, 2008 às 10:49 pm
Vera Monteiro
Eu lí os dois livros indicado por um amigo há dois anos atráz. Confesso que no período que fiz os Ritos tive uma mudança enorme na minha energia. Porém parei e me arrependo pois esse amigo que recomendou o livro para mim está cada vêz mais remoçado, com um corpo escultural e com os habitos alimentares recomendados pelo escritor. Prometí a mim mesma depois de ler esses depoimentos que voltarei a praticá-los sem parar por nada. Tenho 60 anos e estou toda dolorida nas articulações. Voltarei também a dar outro depoimento outro dia. Até breve
Domingo, Abril 27, 2008 às 10:55 pm
Christian
Vera,
muito obrigado por seu comentário. Aguardo um novo comentário quando você retornar aos Ritos.
Boa prática.
Até breve.
Sexta-Feira, Setembro 19, 2008 às 5:18 pm
pery costa póvoa neto
gostaria de saber areceita da ginástica tibetana
Sexta-Feira, Outubro 3, 2008 às 8:03 pm
Natércia Fonseca de Campos
Tenho praticado os ritos há 8 meses. Fico reticente com relação ao rito 1 porque quem me passou o livro disse que teríamos que girar no sentido anti-horário, já que estávamos no hemisfério sul ( o livro foi escrito no Norte), isso devido à agua no ralo que gira no sentido anti-horário no h. sul e sentido horário no Norte. Sabe algo à respeito disso?
Sábado, Novembro 1, 2008 às 1:21 pm
Tasso
Pratico os RitosTibtanos desde 22.06.98 e nunca parei. Só obtive resoltados evidentes depois de mais de dois anos de prática. Tomei um bruto susto quando um dia – MAS DEPOIS DE MAIS DE DOIS – me ví respirando totalmente desentupido. Foi realmente impressionante! Tinha terrível e enjoado entupimento nasal, na época não me vacinava como idoso, gastrite, etc e demais males típicos da idade avançada. Tenho hoje quase 70 com cara de cinquentão levado e disputado9. OS RITOS realmente funcionam, mas no meu caso, não se excessão, só depois de dois anos de prática diária sem parar. Depois de muito procrastinar, resolvi ACREDITAR PARA VER E O QUE VEJO HOJE É IMPRESSIONANTE! saUDE DE FERRO, NADA DE GRIPE, NADA DE COLUNA, nada de nada mesmo! Os Ritos Tibetanos cura tudo mesmo! Mas faço vários outros exercícios complementares. Eles são todos sfantásticos! Bingo! Acredite e veja tudo mudar em você!
Segunda-feira, Novembro 3, 2008 às 9:23 pm
Ken
Pratico os 6 ritos desde o início de 2008, com base no livro 2. Como fazia outros exercícios, depois de 1 mês já estava fazendo as 21 repetições, sem problemas, mais o 6º rito. Demoro cerca de 15 minutos para os 6 ritos, mais 5 minutos para praticar respirações diversas. Esses 15 a 20 minutos tem uma relação benefício/esforço muito favorável, tanto é que as minhas práticas anteriores ficaram em 2º plano. Faço-as esporadicamente.
Não sei se são realmente do Tibete ou se foram adaptados do Yoga, mas o fato é que funcionam.
Sugestão aos que ainda não fazem: invistam apenas 15 minutos por dia nos 6 ritos; seu corpo, sua mente e sua psique vão agradecer. Invistam mais 5 minutos e o agradecimento será ainda maior.
Gostaria de conhecer pessoas que pratiquem para trocar idéias a respeito.
Segunda-feira, Novembro 3, 2008 às 9:33 pm
Christian
Ken,
obrigado por seu comentário. São relatos desse tipo que estimulam aqueles que ainda têm dúvidas sobre o valor dos ritos tibetanos.
Se você usa Orkut, junte-se a nós:
http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=1339274
abraços e boa prática!
Sábado, Novembro 8, 2008 às 8:05 pm
José Wagner
Fiz um curso dos ritos tibetanos em Brasília, já tem muito tempo, mas, por preguiça e não botar muita fé, abandonei. Este ano de 2008 recebi de uma amiga um exemplar do livro “Fonte da Juventude” e resolvi retomar os exercícios diariamente. Estou com 65 anos e me sinto muito bem com a prática dos ritos. Faço cada rito curtindo muito, bem devagar, sentindo a respiração e sinto um prazer enorme fluindo pelo corpo, um riso bem gostoso percorre todo corpo, partindo da barriga. É um grande prazer que me dou todas as manhãs. Fico feliz de poder compartilhar com as pessoas desta vivência. Muita paz…
Domingo, Dezembro 7, 2008 às 7:54 pm
Rosa Hollmann
Pratico os ritos ha 15 anos e todas as pessoas que nao me conhecem me dao pelo menos 10 ANOS A MENOS.
Os cabelos nao escureceram totalmente, meu corpo tem peso
proporcional e nao tenho doenças, gripes, cançaso e depressao e outras coisinhas da menopausa.
Apredi a aperfeiçoa-los com uma professora alema que viveu
no Nepal.
Realmente , a maioria das pessoas nao fazem correto.
Existem itens a serem observados, por exemplo, retesar fortemente os musculos solicitados a cada inspiraçao.
funciona com a ginastica CALLENETICS.
Quem tiver interesse, escreva para meu e-mail, que terei o maior prazer em orientar .
Temos obrigaçao espiritual de repassar nossos conhecimentos quando eh para beneficio da saude e mental.
Abraços a todos
Namaste
Terça-feira, Dezembro 9, 2008 às 11:07 am
Rebeca Angelica
Olá Rosa Hollmann!!!
Pratico os ritos a +/- 1 ano diariamente e sinto-me maravilhosamente bem! Realmente minha vitalidade aumentou.
Sempre aparentei menos idade do que tenho. Hoje tenho 41 anos e normalmente me dão menos que 30!
E acredito que com as minhas “praticas” devo manter a minha junventude! (Ritos, Alimentação Viva, auto-massagem, meditação,etc. )
Mas fiquei bastante interessada em aperfeiçoar os ritos conforme você aprendeu com a sua professora alemã. Retesar músculos???
Não encontrei o seu e-mail para me comunicar com você.
Coloco o meu e-mail abaixo.
Namastê a todos!!!!
rebeca.angelica@mulherplena.com
Terça-feira, Dezembro 9, 2008 às 11:37 am
Christian
Para quem usa Orkut:
Comunidade dos Ritos Tibetanos
Dicas para prática dos ritos tibetanos (sob influência do yoga, testadas e aprovadas)
Domingo, Janeiro 4, 2009 às 3:49 pm
aparecida fernandes
rosa hollmann, nao achei seu e-mail no entanto deixo meu e-mail abaixo para maiores detalhes de como fazer corretamente os cinco ritos,pois es
tou atualmente praticando os mesmos
daydoliveira@hotmail.com
desde ja agradeco
Sexta-Feira, Abril 10, 2009 às 7:51 pm
rosa hollmann
Amigos,
So a Rosa hollmann, que pratica os ritos e a muito tempo fiquei ausente da internet.
quero acrescentar nas minhas informaçòes, que sou vegetariana a 10 anos, por motivos humanitários.
são várias práticas, mpo, e sei que não é fácil abraçar todas.
quanto aos exercícios, quando digo , retesar os musculos solicitados é literalmente (apertar o corpo com força ( o bumbum ou as pernas no exercício nr. 3, 4 e 5 . cada vez que você se empinar). Não pode deixar o corpo mole, isto é deve ficar encaixado quando chegar no ponto máximo da inspiração.
gostaria de demonstrar melhor, mas como cada praticante mora em lugares diferentes, não tenho condiçòes.
Para a mulher , na menopausa é muito importante , apos terminar os ritos tibetanos fazerem yoga com movimentos pélvicos, e de inversão, que estimulam os ovários (isto recupera a libido que muitas perdem, com a menopausa.
Em geral as brasileiras procuram melhorias externas, como plásticas, botox, malhaçào em academias e até se vestir com roupas de gente jovem para impressionar ,.(tudo isso melhora a aparência, mas continuam com semblante de mulheres coroas).
Com a idade o globo ocular se afunda , os cabelos vão se tornando escassos e com a perda de colágeno no rosto , a pele da face vai ficando fina e amoldando ao crânio.
Por favor , não se choquem com as observaçòes, apenas analisem.
Todas as pessoas que praticam de yoga,, mantendo os exercícios por algum tempo, apresenta uma vitalidade maior que refaz até o colágeno a aumenta os músculos.
Pena que muitas pessoas não acreditam ou não tem conhecimento.
Namastê
Meu e-mail : rosahollmann@yahoo.com.br
Quinta-feira, Abril 16, 2009 às 12:06 pm
haroldo
Pratico o rito a mais de três meses… Estou sentindo o meu estômago um pouco enjoado.. Ainda não obtive um retorno da sua eficiência…
Estou fazendo até o 5 rito e 21 vezes cada um..
Estou na América do Sul. O primeiro rito estou fazendo no sentido horário.. Será que está correto?
Quinta-feira, Abril 16, 2009 às 12:33 pm
Christian
Haroldo,
sobre o sentido dos giros no primeiro rito, o sentido é sempre horário, independentemente de onde você esteja.
Sobre os enjôos, essa reação é comum em muitos praticantes. Conheço várias pessoas que sentem enjôo nos primeiros meses — principalmente em decorrência do primeiro e do quarto ritos. Eu faria o seguinte «checklist»:
1) Quantidade de repetições: encontre uma quantidade em que o enjôo não aconteça e recomece sua prática a partir desse ponto. A série completa de 21 repetições de cada um dos cinco ritos pode ser bem exigente. Assegure-se de que você chegou até a prática completa através de um aumento gradual das repetições e que começou de um ponto em que você não sente enjôos, dores ou nenhum incômodo além do cansaço físico. Por exemplo, se você consegue fazer 8 ou 10 repetições sem sentir enjôo, recomece deste ponto e acrescente uma ou duas repetições a cada semana.
2) Reações do corpo a cada rito: tente identificar se o enjôo está relacionado a um dos ritos e reduza as repetições apenas nele. Em alguns casos pode ser adequado interromper a prática daquele rito problemático por algum tempo, até que o corpo adquira melhor resistência com a prática dos outros.
3) Condições para a prática: outros itens que merecem ser investigados são a alimentação, a disposição geral para a prática e o ambiente. Sobre a alimentação, certamente você sabe que o ideal é praticar os ritos em jejum (por isso recomenda-se a prática matinal, logo após acordar e logo antes do café-da-manhã), com estômago, bexiga e intestinos vazios. Eu normalmente evito alimentos durante as três horas que antecedem os ritos e líquidos, pelo menos uma hora e meia. Sobre a disposição geral, observe constantemente como você inicia a prática, seu estado de saúde e de espírito. Sobre o ambiente, você pode experimentar mudar o horário da prática, buscar um espaço mais arejado (se o espaço onde você pratica não for suficientemente arejado), evitar pisos frios etc.
Seja como for, a chave é adaptar a prática às suas condições. Embora o livro de Peter Kelder enfatize a importância de não alterar nada nos ritos, acho adequado encontrar um ponto de equilíbrio entre aquilo que o livro sugere e aquilo que é benéfico para você, buscando, evidentemente, chegar à prática tal como descrita por Kelder. Mesmo que leve muito tempo até você chegar à «prática perfeita», certamente haverá benefícios com a prática parcial ou adaptada.
Boa sorte e boa prática.
Segunda-feira, Maio 11, 2009 às 7:02 am
rita coelho
Bom dia.
Gostaria de saber se estes exercicios podem ser praticados duarante toda a gravidez, nunca ou apenas em alguns meses. Ou se existem apenas alguns exercicios que n\ao se deve fazer.
Sei que h]a por exemplo, exercicios de yoga que s\ao muito recomendados e outros que n\ao se devem fazer nunca ou em determinadas fases da gesta\ao.
Muito obrigada
Segunda-feira, Maio 11, 2009 às 9:34 am
Christian
Rita,
De um modo geral a recomendação é evitar posições e movimentos que causem compressão do ventre/abdômen. Isto de cara excluiria o segundo rito, que é um exercício abdominal que pode ser bem exigente. Talvez não haja problemas no primeiro, no terceiro e no quarto ritos; o quinto, talvez apenas nos primeiros meses de gestação.
No yoga, evitam-se também posturas de torção, mas nenhum dos ritos envolve torções.
De qualquer forma, são palpites apenas. Não espero que você os siga sem antes procurar um bom professor de yoga. A orientação direta é fundamental. Um bom professor saberá orientá-la durante a gravidez, inclusive para praticar os ritos e outros exercícios que a ajudem a manter a saúde nesses meses tão especiais.
Boa sorte e boa prática.
Quinta-feira, Junho 25, 2009 às 11:22 pm
Stella
Oi! Alguém pode me dizer quanto tempo se deve ficar em cada uma das cinco posições? Não sei se basta fazer ou se se deve ‘ficar’ um pouco nelas. Também não sei se a gente deve ‘emendar’ uma na outra ou se é preciso ficar em posição neutra pra recomeçar cada movimento. Se emendamos um no outro, realmente força bastante a coluna.
Agradeço desde já!
Terça-feira, Junho 30, 2009 às 1:45 pm
Christian
Olá, Stella.
Os ritos não se baseiam propriamente em posições. Com exceção do primeiro rito, cada um dos demais é composto pela alternância de duas posições diferentes e, por isso, a respiração e o movimento são tão importantes quanto as posições isoladas. Ou seja, basta “fazer”, sem parar. Você pode interromper cada repetição, permanecer parada por alguns segundos em cada posição, mas deve estar atenta a dois pontos:
– sincronia da respiração com o movimento, o que vai lhe ajudar a encontrar o ritmo mais adequado a você.
– velocidade da execução: quanto mais rápido, mais fácil descuidar da postura; quanto mais lento, mais difícil e pesado o exercício.
Para ter uma idéia de como a prática é realizada, veja este vídeo. Eu prefiro movimentos mais lentos, mas isso varia de pessoa para pessoa.
Lembre-se de que a prática completa (21 repetições de cada um dos cinco ritos) raramente toma mais do que 20 minutos. E inclua sempre um descanso de 5 a 10 minutos em savasana no final de cada sessão completa.
Obrigado por seu comentário e boa prática.
Sábado, Julho 4, 2009 às 7:58 pm
Stella
Christian, agradeço teus comentários. Foi bom saber que é importante descansar depois de fazer a sessão completa dos ritos pois eu os tenho feito e, logo em seguida, tipo imediatamente, vou para o banho pois me relaxa. Vou acrescentar isso. Só mais uma coisa: vi no vídeo que aquela pessoa se prepara, faz um tipo de alongamento antes ou após alguns movimentos. Eu também faço mas cheguei a pensar que pudessem ‘neutralizar’ algum efeito, já que parecem antagonizar aquele movimento. Pode comentar isso? (Dúvidas típicas de uma pessoa leiga…)
Mais uma vez, grata.
Sábado, Julho 4, 2009 às 9:59 pm
Christian
Olá, Stella.
1) o banho depois dos ritos é bom, desde que não seja frio. A recomendação geral é, no entanto, que fique uma ou duas horas com aquele “calor” gerado pela prática e depois, se quiser, tome banho. Com ou sem banho, o descanso é fundamental. Embora não seja frisado pelos livros, o descanso permite ao corpo “assimilar” os exercícios.
2) O alongamento pode ser bom também. Dependendo do horário, o corpo não está totalmente pronto para os ritos (de manhã, por exemplo, as articulações estão naturalmente mais rígidas). Você pode fazer os alongamentos de sua preferência ou pode usar os exercícios alternativos (preparatórios) que são recomendados no Livro 2 da Fonte da Juventude. Aliás, no que diz respeito à consciência corporal, o que parece ser antagonismo costuma ser na verdade “compensação”; por exemplo: no rito 3, logo depois de inclinar a coluna para trás talvez você sinta necessidade de incliná-la para frente, para aliviar a tensão na lombar. Ou você pode alongar um pouco as pernas antes do rito 2, sem problema algum. Apenas evite mudar a ordem dos ritos ou espaçá-los demais; faça os exercícios preparatórios preferencialmente antes dos ritos, não entre cada um deles.
E boa prática.
Segunda-feira, Julho 27, 2009 às 10:29 pm
Stella
Oi, Christian!
Tudo bem?
Queria te fazer mais 2 perguntas…
É que me toquei que, no livro, o autor diz que é bom tomar banho morno ou frio (mas não muito frio) depois de praticar os ritos… será que ele quis dizer que não é pra tomar banho quente??
A segunda coisa é que estou fazendo 11 repetições de cada rito (fui aumentando 2 por semana, como é orientado a fazer no livro) e estou pensando em fazer aquela divisão, 11 de manhã e 10 à noite. Só que pular de 11 pra 21 em um dia pode ser meio ‘radical’, não? O que vc acha? É que assim poderei fazer logo as 21 repetições por dia.
Aguardo tua opinião e agradeço novamente.
Stella
Quarta-feira, Julho 29, 2009 às 12:41 am
Christian
Olá, Stella.
É difícil descobrir o que Peter Kelder quis dizer exatamente com suas explicações sobre os ritos. Onde há dúvidas deve prevalecer o bom senso.
O ideal, como eu disse antes, é permanecer uma ou duas horas sem banho após os ritos e, em seguida, tomar um banho morno, confortável para o corpo. A idéia com o banho morno é preservar o calor gerado pelos ritos. O banho quente faria a mesma coisa, mas o calor excessivo pode trazer problemas dermatológicos e alterar a circulação de energia vital no corpo.
Sobre o número de repetições, não vejo problemas em fazer uma prática noturna com 10 repetições, desde que isso seja confortável para seu corpo.
O ideal, no entanto, é seguir a orientação de Kelder: 21 repetições numa única sessão. Por isso, tome a segunda prática (noturna) como uma preparação para a prática principal (matinal), que aos poucos deverá aumentar até chegar às 21 repetições. Como você poderá notar, no caso dos ritos, a soma das partes não é igual ao todo: uma única sessão de 21 repetições é diferente de duas sessões de 11 e 10 repetições ou de três sessões de 7 repetições.
Quarta-feira, Agosto 12, 2009 às 9:13 pm
João di Trindade
Grato pela bela foto e texto.
Fiz o curso, pratiquei por anos.
Mas tinha uma apostila e a sabedoria, agora reencontrei a bibliografia que sabia ter circulado.
Em meu site algumas vivências e muitas experiências:
http://joaotrindade.multiply.com
Namastê!
João.
Sábado, Agosto 15, 2009 às 6:03 pm
ROBERTO
Olá Christian
Li o livro Fonte da Juventude e gostei da idéia de praticar os exercicios(ritos) que não são assim tão dificeis de fazer e também não tomam tanto tempo. Procurei na internet mais informações, principalmente para ver depoimentos de pessoas que praticavam tais exercicios(ritos). Foi assim que localizei o seu site.
Me animei mais ainda ao ler os depoimentos do seu site.
Comecei a praticar os ritos todas as manhãs ao levantar, começando inicialmente com 3 repetições de cada rito como recomenda o livro. Estava indo tudo bem, até que na sexta semana quando já praticava 13 repetições de cada rito, comecei a ter problema de pressão.
Tomo normalmente remédio para pressão alta, que desta forma fica controlada.
Fui reler o apendice do livro e vi que no meu caso deveria ter ido mais devagar na ampliação das repetições, assim como fazer os execicíos de forma mais lentamente.
Pretendo dar um tempo para regularizar a pressão (deve levar uns 10 dias eu creio) e retornar aos ritos, agora com mais cuidados.
Acho que o bom seria consultar um médico sobre o assunto, mas como imagino que bem poucos conhecem este assunto (dos ritos) tenho dificuldade de achar um. Moro em Curitiba. Se você souber de um médico daqui que eu possa consultar, favor me informar.
Agradeceria se você tiver mais alguma orientação que pudesse me passar
GRATO
ROBERTO
Segunda-feira, Agosto 17, 2009 às 11:37 pm
Christian
Roberto,
obrigado por seu comentário. Vou ficar devendo dicas sobre médicos, porque não conheço Curitiba.
Sobre pressão alta, de fato é bom ter cautela e ir num ritmo bem mais brando do que o indicado nos livros. Procure aumentar o número de repetições somente quando sentir que o número atual tornou-se confortável ou fácil.
É muito provável que a prática ajude a estabilizar e normalizar sua pressão — ao ponto de curar eventuais problemas crônicos. Seja como for, é sempre bom ter a orientação de um médico nesses casos.
Boa sorte e boa prática.
Sexta-Feira, Outubro 2, 2009 às 10:42 pm
eleuza santos
Gostaria de saber como é o 6 rito tibetano.
Obrigada
Sábado, Outubro 3, 2009 às 12:20 am
Christian
Eleuza,
o sexto rito é uma combinação da interrupção da respiração com dois bandhas (travas corpóreas): o jalandhara bandha e o uddhiyana bandha. Consistem, respectivamente, no travamento da garganta e na sucção do abdômen. Não é um exercício muito simples de dominar e Kelder recomenda que seja feito apenas por pessoas celibatárias.
Além disso, no yoga esses bandhas não são recomendados a pessoas que sofrem de hipertensão.
A recomendação que posso passar é a seguinte:
1) Leia atentamente o livro de Kelder, que disponibilizei na minha seção de ebooks. Ele explica os ritos, inclusive o sexto.
2) Faça o sexto rito somente depois de dominar os cinco ritos anteriores (isto é, torne-se hábil para executá-los da forma correta, 21 vezes como explica o livro). Acredito que a execução do sexto rito se tornará segura quando você dominar os ritos anteriores.
Domingo, Novembro 1, 2009 às 11:10 pm
Nivaldo
Olá, tive grande surpresa quando ví no youtube, e outros vídeos por aí, que as pessoas fazem os ritos de forma dinâmica! Eu lí e relí o livro (1) várias vezes e não encontrei menção que devemos fazê-los assim! Alías, observem: Kelder fala que entre uma repetição e outra, deve-se relaxar e continuar com o mesmo ritmo respiratório. Me pareceu que ele diz entre repetições do mesmo rito! A idéia que tive, foi qu fazemos um, paramos no ponto máximo de contração e soltamos devagar. Enfim, fico muito confuso neste ponto… De qualquer forma, acho que se é realmente dinâmico, deve ser de forma muito lenta, bem ao estilo oriental;;;;Não pretendo começar a praticá-los enquanto nao esclarecer bem este ponto, se alguém puder comentar, fico grato!
Sexta-Feira, Dezembro 4, 2009 às 12:22 am
Valkiria
Sexta feira, Dezembro 04, 2009
Christian,
Por gentileza, gostaria de ser esclarecida, se posso fazer os giros
mais vezes, por exemplo, 3 ou 4 sessões a mais das 21, do programa…
Notei que me fazem muito bem, quando assim procedo (Já o fiz
umas quatro ou cinco vezes), mas fico receosa de algum efeito danoso… Qual é a sua opinião?
Executo os ritos diàriamente já há dois meses, mas, por ignorância mesmo, achei que a gente teria que começar aos poucos apenas para condicionar o corpo; como já possuo um bom preparo físico, iniciei todos já executando as 21 vezes cada,(com excessão do quarto rito que ainda estou na pratica de 13) …
Você acha que posso ter problemas por isso?
Muito obrigada pela gentileza de me esclarecer tais dúvidas!…
Valkíria
Sexta-Feira, Dezembro 4, 2009 às 10:08 am
Christian
Olá, Valkíria.
Obrigado por seu comentário.
Aumentar o número de sessões dos ritos é desnecessário. Fazer isso depende do seu objetivo. Se o objetivo é ampliar os benefícios proporcionados pelos ritos, Peter Kelder explica em seu livro que mais sessões não trarão benefícios maiores — 21 vezes de cada um dos 5 ritos são suficientes para melhorar progressivamente a saúde.
Até onde pude entender, os ritos foram ‘pensados’ em função dos ritmos do corpo — um período breve de prática, cujos benefícios depois serão aproveitados nas tarefas normais do dia-a-dia. Ou seja, os ritos não são um fim em si mesmos, mas um meio.
Mas talvez você queira aproveitar os benefícios estritamente físicos dos ritos — força e flexibilidade, por exemplo. Um caminho é manter a mesma quantidade de ritos e de repetições e intensificar a prática. Se você usa Orkut, veja este tópico.
Para resumir o que digo lá, existem basicamente três formas de intensificar a prática:
1) Acelerar os movimentos, apenas tendo o cuidado de não exagerar nos alongamentos de lombar e cervical, o que poderá tornar os ritos mais ‘aeróbicos’.
2) Tornar os movimentos mais lentos, o que exigirá mais força e poderá desenvolver ainda mais os músculos.
3) Manter o corpo parado por alguns segundos entre os movimentos, suspendendo a respiração enquanto o corpo estiver parado, o que intensifica a prática respiratória incluída nos ritos.
Se estas sugestões não forem suficientes, considere a possibilidade de praticar yoga — busque um professor que ofereça uma prática física intensa, mas que ao mesmo tempo possa lhe transmitir os outros elementos, tais como as práticas de purificação, as respirações e a meditação. Como eu disse no início, depende do que você busca, depende de quais são seus objetivos.