Existe a idéia solidificada de que todas as ações afirmam algo — e que elas devem afirmar algo. É possível não afirmar nada? Talvez não seja. A respiração é a reafirmação constante da própria vida e do desejo de viver. Atenhamo-nos então às afirmações mais essenciais, mais elementares, mais necessárias.

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A lição definitiva do exercício de conscientização é dissolver a consciência, porque conscientizar-se profundamente significa perceber que não há o que perceber, que não há o agente e o objeto da percepção. Perguntar sobre métodos para tornar-se mais consciente é a reação mental típica, a armadilha de Jñana, que em muitos casos conduz ao fracasso. Sua utilidade está em cansar a mente a um ponto tal que ela pare de fazer perguntas, pare de querer saber, pare de tentar controlar e perceba verdadeiramente.

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A razão nos coloca nesta ou naquela direção e há diferenças entre lançar-se de um penhasco e caminhar com segurança numa praça. Naquilo que é elementar é bom dar ouvidos ao que a razão diz — débil e claudicante, mas nos economiza o tempo de reinventar rodas. Mas e depois? Como se escolhe uma direção quando se está parado em silêncio e repouso? Como e por que escolher uma direção quando não há bifurcações ou quando elas só existem na mente?

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