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Que me perdoem os chapas (e mais da metade da blogosfera, que, se ler isto, vai querer me apedrejar), mas esta é a melhor definição de emo ever.
Aliás, se a idéia é não sorrir, prefiro o Buster Keaton.
É um alívio saber que o mestre não viu esta capa.
Ok, parei. De volta à nossa programação normal.
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link da imagem (donde, aliás, pode-se baixar o CD)

Quero uma camiseta dessa.
Mais camisetas no site CafePress, mas a melhor é essa aí de cima. As outras são exageradamente liberal, pró-Obama, anti-SUVs etc. — aquele tipo de militância que é capaz de enjoar até quem usa camisetas do Che Guevara.
(Visto primeiro em The girl in the green dress)

Calor humano: amo muito isso tudo.
Nem Sartre, nem Schopenhauer. Quem tinha razão era Vivaldi, a quem a vida era duas partes de alegria e exultação e uma parte de melancolia e tristeza. É desnecessário ir além disso. Se se tomar aquela dose de melancolia como um tempero agridoce, como o contrapeso necessário para que a exultação não se torne euforia e vício, a vida pode não ser mais fácil, mas será mais palatável.
É fácil suportar aquilo que muda constantemente. É fácil encontrar beleza em paisagens que não são cinzas o tempo todo — e por isso você vê beleza inclusive quando ela é cinza.
O mundo padece de uma doença chamada perfeccionismo. É o perfeccionismo que dá origem a coisas deste tipo:

Você tem dúvidas de que quem fez isto esforçou-se com sinceridade para chegar lá, buscou incessantemente a perfeição em forma de carrinho de golfe, preocupou-se com cada centímetro dessas curvas, enfim, estava falando sério?
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Original da imagem aqui.
Natal é a celebração do nascimento de Jesus Cristo. O aniversário é dele, não seu. Lembre-se disto.
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Sim, é permitido ornar a casa com neve falsa, lâmpadas chinesas e enfeites de garrafa pet, mesmo que a aparência dessas coisas não seja a mais aprazível. Mas estas coisas são o meio, não o fim — e nem sempre este justifica aquele.
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O presépio — a representação do nascimento de Jesus — é uma das formas mais singelas e genuinamente cristãs de marcar a data. Que a arte do presépio não se perca.
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Refeições especiais também são bem-vindas. Mas, como no caso dos ornamentos, moderação e sensatez são pressupostos. Há pessoas que celebram o nascimento de Jesus jogando comida fora depois da ceia ou padecendo problemas gastrointestinais.
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Presentear é uma arte perdida. Você presentearia espontaneamente o seu amigo secreto? O que o nascimento de Jesus tem a ver com a insinceridade ao presentear?
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Aos não-cristãos radicais — também conhecidos como anticristãos — o exercício natalino que eu sugiro é ler o Sermão da Montanha.
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A todos, feliz Natal.
Que a celebração desta data seja também um ritual de gratidão: a Deus, por ter trazido Nosso Senhor Jesus Cristo ao mundo; ao Nazareno, por iluminar nossos corações com seus atos e suas palavras.
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A verdadeira luz, que alumia a todo homem, estava chegando ao mundo. Estava ele no mundo, e o mundo foi feito por intermédio dele, e o mundo não o conheceu. Veio para o que era seu, e os seus não o receberam. Mas, a todos quantos o receberam, aos que crêem no seu nome, deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus; os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do varão, mas de Deus. E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade; e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai. (Jo 1: 9-14)
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A imagem acima pode ser ampliada com um clique nela. O original está aqui. Trata-se da representação da Natividade, por Sandro Botticelli.

A capital paulista tem sorte pelo fato de minha amada viver por lá. De outra forma, eu já teria transformado em alguma besteira a obrigação de ter de ir para lá semanalmente. A obrigação se encerrou esta semana.
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Quarta-feira passada eu tomei o ônibus mais lotado de minha vida. Foi uma viagem que durou 90 minutos, em pé, sob pressão de cotovelos e o bodum de axilas — fim de tarde, vale lembrar. Muita coisa ruim que eu ouvi sobre São Paulo fez sentido naqueles 90 minutos.
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Alguém pergunte aos grafiteiros paulistanos que valor há na transgressão que torna um lugar pior do que ele já é. Depois, bem depois, conversamos sobre a Vale.
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O sistema de transporte de São Paulo vai-se resolver com pés e bicicletas — porque não vai haver outra solução. Muito em breve.
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Falar em caos já deixou de ser lugar-comum. Tornou-se gentileza.
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São Paulo sabe ser cinza mesmo em dias de céu azul e sol.
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Ah, sim, cosmopolita: adiós / addio / auf wiedersehen / goodbye / adieu / さよなら, São Paulo.
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PS.: Eu seria injusto se não frisasse aqui a importância que minha amada e sua família tiveram e continuam tendo em meus dias paulistanos — não apenas os obrigatórios. Não fosse por ela e por eles, estar em São Paulo seria realmente insuportável. Eles me lembram que a capital tem coisas boas e que se existe um futuro para essa cidade ele está justamente nas pessoas e em sua capacidade de se reunir em torno de coisas simples, comuns e fundamentais, como divertir-se num fim-de-semana, preparar comida saborosa no fim de um dia de trabalho ou brincar com gatos. A eles — Tamara, Luiza, Celso, Danny, até mesmo Naná –, meus agradecimentos, de todo coração.
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Original da imagem aqui

E você acha isso bonito?
Assim como é moralmente adequado fazer o bem e evitar o mal, também é esteticamente aprazível que se esconda ou se modifique o que é feio e se mostre ou se coloque em evidência o que é belo — resolvidas as questões de pudor, claro. Exemplos sempre ajudam:
Panças à mostra não são algo atraente, embora possam dizer algo sobre a liberalidade da pessoa que os expõe e essa liberalidade atraia certas espécies de gente. Read the rest of this entry »

Christian Rocha
Canal Aberto – Setembro de 2007
É fácil fazer bonito, difícil é fazer feio. A frase é atribuída a Lina Bo Bardi, arquiteta que sabia fazer bonito, claro. Se o seu MASP é um caixote com quatro patas e aspecto bruto, o Sesc Pompéia, também dela, é um espaço aconchegante, simples e humano. Nos anos 40, Oscar Niemeyer atreveu-se a escolher o caminho da beleza numa época em que o máximo da vanguarda era usar linhas retas e livrar-se de toda preocupação estética. O atrevimento resultou no conjunto da Pampulha, em Belo Horizonte, reconhecido até hoje como uma de suas melhores obras. Read the rest of this entry »

O problema não é ir rápido demais para o futuro. O problema é afastar-se rápido demais do passado sem dar mostras de que aprendemos algo com ele — simplesmente porque não aprendemos. Viver à pressa é isto: não assimilar o que seus pais e avós ensinaram. O que os impressionava não nos impressiona. Você não precisa gostar de Carlos Gardel ou usar Gumex. Não é uma questão de gosto, mas de desgosto. Como crescemos acostumados à ruindade, deixamos de reconhecer coisas elementares como indecência, imoralidade e até mesmo o crime. Fala-se em vulgarização da ruindade. E é isso mesmo.
Talvez seus pais e seus avós não tenham sido pessoas excelentes, modelos difíceis de superar mas fáceis de admirar. Acontece. Mesmo que o seu passado pessoal e restrito tenha sido detestável, estender o olhar para além da esfera familiar pode demonstrar a importância do que tento dizer aqui.
Em praticamente todos os setores da cultura, por exemplo, a excelência e a ourivesaria deram lugar a cascas de ovos, panfletos e programas de TV. Tudo se resolve com essa trindade, da arquitetura à música, incluindo aí a filosofia, os relacionamentos amorosos, as artes marciais, o trabalho braçal, as conversas. Hoje as casas são vendidas, não habitadas. Não há mais música, há trilhas sonoras. Há compras e gritaria em vez de silêncio e reverência.
Se excelentes eram nossos antepassados, se fazemos hoje coisas que os envergonhariam, eliminamos nossas crises morais nos afastando deles. É bem simples. Você olha fotos antigas mas não se deixa olhar por elas. Você submete o passado sem se submeter. Você ri consternado por ter comido Cremogema enquanto via o Bozo na TV, mas não ri quando vê o Jornal Nacional ou quando torce por um país do futuro que só se realiza no esporte e no oba-oba. Você não ri e não percebe que isso é muito, mas muito mais tragicômico do que a jequice da sua infância.
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O que a Pixar tem a ver com isso?
Bem, parte destas idéias surgiram depois que vi Ratatouille (sobre o desenho, apenas uma palavra: assista). O que vem ao caso neste momento é o que chamo de paradoxo de Pixar, que é uma espécie de inversão daquilo que George Carlin Bob Moorehead falava.
A Pixar parou em algum momento dos anos 60. A Paris de Ratatouille não é a Paris atual, mas a Paris de De Gaulle, Deneuve e Belmondo — pouco importa que a história se passe nos dias atuais. A América de Carros e de Os Incríveis é a América de Elvis Presley (o magro), de Kerouac, de Jerry Lewis (o engraçado), de Dave Brubeck. O paradoxo está em fazer uso da alta tecnologia não para mostrar o passado, mas para homenageá-lo, para nos fazer olhar algo que por tempo demais permaneceu esquecido. Não é sobre carros velhos, os anos dourados ou a arte da gastronomia, mas sobre acalentar o coração — algo que o presente não faz e, ao que tudo indica, o futuro também não fará.
Ação
Conseqüência.
É, os acentos funcionaram.






dizem por aqui