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A famosa obra de Katsushika Hokusai (1760-1849), na seção de papéis de parede deste site.
E mais um papel de parede que veio do outro lado do mundo. Eu não me canso.
Jardins japoneses são feitos para a apreciação pura e simples, livre das ponderações da mente («que planta é aquela?», «quem é o paisagista?», «dá muita manutenção?»). Você olha, vê e se admira. Nada mais é necessário.
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O link de origem da imagem pode ser encontrada nela própria.

Versão original aqui.
Os japoneses têm mais saúde e menos problemas com obesidade porque comem em owan (tigelas), que são levadas à boca e por isso ajudam o alinhamento da coluna. O fato de não curvarem o corpo durante a refeição permite melhor deglutição e digestão. A comida desce confortavelmente pelo esôfago e chega com naturalidade ao estômago, que, quando a postura é correta, consegue funcionar melhor. O alimento é melhor aproveitado, ele satisfaz sem pesar no organismo e por isso a pessoa come menos. Read the rest of this entry »

O que é o ki? Praticantes experientes de diversas artes orientais, instrutores e mestres dizem que o ki é a energia vital, algo que sustenta a vida em todas as suas formas. O que determina a saúde de uma pessoa, por exemplo, é o fluxo natural do ki. Quando essa energia não flui, a pessoa fica fraca e adoece com facilidade. Mas não são só os seres vivos que têm ki. Fala-se no ki do ar, da água, do solo e da luz solar — a natureza tem um ki que se manifesta no fluxo dos rios, na mudança das mares, nos ventos e nas tempestades.
A partir dessas idéias surgiram práticas que têm o objetivo de dominar o ki e utilizá-lo no desenvolvimento da saúde, da força física e do equilíbrio físico e mental. Algumas práticas vão além e propõem-se a desenvolver e utilizar o ki na cura de doenças, na defesa pessoal e mesmo em práticas paranormais. Read the rest of this entry »

Eu adoro anime. Mas não qualquer anime. O que passa na TV a cabo geralmente é um fragmento da grande arte que é feita no Japão, que vira uma coisa estranha nas mãos dos lunáticos do cosplay. Quando falo de grande arte, refiro-me às animações do Studio Ghibli, cujo fundador é Hayao Miyazaki. Já se disse que Miyazaki é uma espécie de Walt Disney. Isto pode servir como prefácio, mas não basta para explicar a importância que Miyazaki tem para a arte do desenho animado e mesmo do cinema em geral. Faltam-me elementos teóricos para sustentar minha afirmação, mesmo assim acredito que Miyazaki é um dos grandes mestres do cinema do oriente, talvez maior que Akira Kurosawa.
Sobre o cinema de Miyazaki, escrevi um longo artigo que compara as idéias presentes em suas obras mais recentes. Mas como este é mais um “Música para o domingo”, o que interessa aqui é o que vamos ouvir.
Miyazaki, como todo mestre do cinema, sabe da importância da trilha sonora. Ela dá vida à ação, que, pela natureza da imagem cinematográfica, é algo distante e bidimensional. Suas animações não seriam geniais se as trilhas sonoras não estivessem à altura das histórias e dos personagens. E assim foi.
Um dos principais parceiros de Miyazaki é Joe Hisaishi. É dele a maioria das composições aqui apresentadas. Em alguns vídeos, o próprio Hisaishi aparece regendo ou interpretando os temas dos desenhos para os quais compôs trilhas. Noutros, a música pode ser ouvido tal como aparece nos desenhos ou, por fim, em clipes elaborados por fãs.
– “Country Road”. Esta é uma das melhores seqüências de “Mimi wo sumaseba” (“Suspiros do coração”), uma história aparentemente simplória sobre uma menina e as dificuldades da passagem da infância para a adolescência.
– Tema principal de “Mononoke Hime” (“A Princesa Mononoke”), versão para orquestra. Embora o vídeo mostre apenas uma seqüência de slides, a música é grandiosa como os personagens e a história.
– “Jornada para o oeste”. Outra música da trilha sonora de “Mononoke Hime”. O herói Ashitaka sofre uma maldição e viaja para uma terra distante em busca da cura.
– A doce canção “Itsumo Nandemo” pode ser ouvida durante a exibição dos créditos de “Sen to Chihiro no Kamikakushi” (“A Viagem de Chihiro”). Neste vídeo, a canção acompanha um trailler do desenho que recebeu o Oscar de longa de animação em 2003.
– A seqüência da estação de trem é a mais maravilhosa de toda a obra de Hayao Miyazaki, não apenas pelo que ela significa dentro da história de “Sen to Chihiro no Kamikakushi”, como também pelo que ela representa isoladamente, por sua poesia, pela paisagem intencionalmente surreal, pela profundidade e pela simplicidade da ação, pela sutileza das pessoas que são sombras. A música de Joe Hisaishi, que pode ser ouvida ao longo de toda a seqüência, chama-se “A sexta estação de trem”.
– Tema principal de “Hauru no Ugoku Shiro” (“Castelo Animado”), o longa mais recente de Hayao Miyazaki, com Joe Hisaishi na regência e ao piano.
– Tema principal de “Tonari no Totoro” (“Meu vizinho Totoro”). Esta animação de Miyazaki é muito famosa no Japão, bem como o personagem principal, que é o símbolo do Studio Ghibli. Aqui, o tema é interpretado por Joe Hisaishi ao piano, acompanhado por nove violoncelos.

Tokyo não precisa disso.
Não tenho mais paciência com pessoas que recusam comparações com países desenvolvidos com o argumento que diz que a cultura desses países é diferente — e falam da história do Brasil, da colonização, da escravidão, do jugo lusitano e logo em seguida do jugo norte-americano, dos anos da ditadura, dos anos de democracia capenga, da zelite branca etc. Se dissessem que é uma questão de idade, que o Brasil é um país jovem, que tem pouco mais de 500 anos de existência (e muito menos como país de fato), eu diria “ok, concordo com você”. Mas não. Dizem que há diferenças culturais incontornáveis; dizem que o brasileiro não aceitaria coisas que para o alemão e para o japonês são normais; dizem “ah, mas é o Japão, né?” e dizem que o Brasil precisa encontrar sua própria identidade.
À parte o fato de que identidade não é algo que se “encontra”, as pessoas que sustentam a idéia das diferenças culturais agem como se brasileiros fossem pessoas retardadas e incapazes ou como se alemães e japoneses tivessem seis braços, QI sempre acima de 208 e poderes paranormais. Há um coitadismo embutido nesse discurso, uma peninha tão profunda de si mesmo e uma esperança de que os países desenvolvidos percebam que devem nos ajudar — isto é, enquanto a ajuda não lhes é arrancada à força.
Decorrência da tese das diferenças culturais é a preguiça, a elevação do governo à condição de algoz e salvador de toda uma nação, a cegueira e o ódio às coisas boas e a auto-sabotagem e a imoralidade obsessivas. Nossa natureza nunca foi gigante.
Abandonar essa tese pode ser um bom negócio. Eu tenho cinco dedos em cada mão. A maioria dos alemães e japoneses também tem. Sei ler e escrever, assim como a maioria dos estrangeiros de países desenvolvidos. É bastante fácil diferenciar o bem do mal, no Brasil, na Alemanha ou no Japão. É bastante fácil perceber a importância do trabalho e dos valores morais. Estas coisas são universais. O assassinato e o roubo são ruins em todas as culturas, em todos os países, ainda que haja no Brasil quem defenda a moralidade de certos crimes.
Um país de verdade se ergue nessa universalidade, não na teimosia de transformar coisas miúdas e pitorescas em valores universais. Acredite, o mundo não prefere futebol e samba ao conforto, à saúde e à certeza de poder ter o próprio sustento através do trabalho honesto.
Aqui você encontra informações sobre o Castelo Himeji, patrimônio da humanidade e um dos tesouros nacionais do Japão.
Como sempre, clique na imagem para ampliá-la; botão direito do mouse sobre a imagem ampliada e “definir como papel de parede” (ou algo assim).
Aqui você fica sabendo que lugar é esse. A imagem acima, como de costume, pode ser ampliada com um clique. Depois clique na imagem ampliada com o botão direito do mouse e escolha a opção “Definir como plano de fundo”, “Usar imagem como papel de parede” ou algo assim.

Um passeio pelos 24 principais jardins do Japão, aqui.

Os japoneses são discretos por causa dos terremotos.
Por muitos séculos as paredes das construções tiveram que ser feitas de materiais muito leves — como o papel –, para que, no caso de um terremoto, os danos aos ocupantes fossem mínimos. Paredes leves têm performance acústica ruim, isto é, não impedem que sons passem de um cômodo a outro de uma construção, diferentemente do que ocorre com paredes de tijolos, de pedra ou concreto.
Diante da necessidade de preservar a própria integridade física no caso de um terremoto e de, ao mesmo tempo, conversar nos cômodos de uma construção à prova de terremotos, os japoneses não viram outra saída senão falar baixinho. E isso foi assim por muitos séculos, até que a mudernidade trouxesse paredes grossas, pesadas e à prova de terremotos. Mas já era tarde, porque os japoneses continuam falando baixinho, mesmo nas casas de Tadao Ando.
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É curioso perceber que essa tese diz mais a respeito do brasileiro do que do japonês.
O japonês apanhou muito. Guerras, terremotos, tufões. Aprende-se desta forma a usar a criatividade em coisas realmente úteis e boas — como fazer construções leves e falar baixinho.
O brasileiro, ao contrário, apanhou pouco. E é por isso que ele não sabe falar baixinho (mas não só por isso, é claro). E por não saber falar baixinho ele se acostumou a dar muita, excessiva atenção à própria voz e ao que supostamente é dito, sem perceber que o que é dito raramente ultrapassa a categoria dos grunhidos, dos rosnados e dos zurros.
Falta ao brasileiro o silêncio do falar baixinho. Falta ao braileiro apanhar um pouco mais.
Christian Rocha
O valor do cinema não se mede apenas por aquilo que se vê na tela, mas também pelas idéias e sentimentos que ressoam no indivíduo quando ele já deixou a sala de projeção. Seria injusto para muitos filmes julgá-los apenas por aquilo que eles falam e mostram. Apreciá-los adequadamente exige atenção àquilo que é dito e sugerido e sobretudo àquilo que resulta da soma entre a imagem real do filme e a imagem mental e sentimental que fazemos dele. De algum modo, o filme continua sendo exibido em nossas mentes depois que o vemos.
São exemplos de filmes desse tipo as animações feitas por Hayao Miyazaki. Fundador do Studio Ghibli, Miyazaki é considerado o maior mestre do cinema de animação da atualidade.
A obra de Miyazaki possui três características muito fortes, que podem ser vistas em quase todas as suas animações: (1) o visual deslumbrante, de cores vivas e traços bem-definidos; (2) as histórias cheias de fantasia e originalidade, (3) que falam de forma quase mitológica sobre os sentimentos, experiências e problemas humanos. A soma dessas três características — exuberância, fantasia e humanidade — rendeu-lhe Oscar em 2003 com A Viagem de Chihiro (Sen to Chihiro no Kamikakushi; aqui também, um artigo interessante sobre este desenho). A fórmula — se é que se trata de uma fórmula — foi repetida em Castelo Animado (Hauru no Ugoku Shiro), produção mais recente do Studio Ghibli, e já podia ser vista em seus primeiros longa-metragens, como Laputa e Tonari no Totoro, e também em Mononoke Hime, grande sucesso de 1997, que chegou a bater Titanic nas bilheterias japonesas.

Castelo Animado conta a história da jovem Sophie, uma chapeleira muito dedicada que se envolve com o mago Howl (Hauru), cujas intenções são misteriosas. Seu envolvimento com o mago atrai a antipatia e inveja da Bruxa do Pântano, que joga um feitiço em Sophie, que a transforma numa velha de 90 anos. Para desfazer o feitiço, ela deixa a cidade em que vive e acaba indo trabalhar no castelo ambulante de Howl, um lugar mágico que se desloca no tempo e no espaço. A magia do castelo é mantida por Calcifer, o fogo mágico, que é quem ajuda Sophie a se adaptar à sua nova vida.
Todas as noites Howl assume a forma de um pássaro e luta contra dois exércitos que se enfrentam numa guerra de razões desconhecidas. A força destrutiva da guerra contrasta com a delicadeza vitoriana e a vivacidade do lugar em que Sophie vivia. Calcifer revela a Sophie que pode desfazer o feitiço que a atingiu, desde que ela descubra a ligação dele com Howl.

Embora seja um mago experiente, Howl demonstra ser um homem imaturo. Sua vida noturna oferece o risco de aprisioná-lo na forma de pássaro. Quando Sophie é aceita para viver e trabalhar no Castelo, ela encontra um lugar sujo e desorganizado — trabalho árduo para uma jovem senhora de 90 anos. Sophie adapta-se bem à sua nova condição. A seriedade e o solipsismo de sua juventude eram na verdade características de uma pessoa idosa.
Seria apenas mais uma história de fantasia não fosse por alguns sinais de humanidade em personagens aparentemente pouco humanos. Howl e Sophie foram enfeitiçados. O feitiço lançado em Sophie transformou-a em velha; o feitiço lançado sobre Howl deu-lhe poderes mágicos, entre eles a capacidade de se transformar em pássaro. Sophie apaixona-se por Howl, que é um solteiro típico: desleixado com a própria casa, vaidoso, egocêntrico, aventureiro, forte e viril. Sophie serve como contraponto a Howl: ela é frágil e delicada, apaixonada e idealista, decidida e batalhadora.
Para Miyazaki, o feitiço é um símbolo da resistência ao processo de amadurecimento. Em A Viagem de Chihiro, o feitiço era a prisão num universo desconhecido, como em Alice no País das Maravilhas, e para quebrá-lo Chihiro conheceu o amor e ultrapassou a linha que separa a infância da pré-adolescência. Em Castelo Animado, o feitiço de Sophie faz com que ela ultrapasse a linha que separa a adolescência da idade adulta. Não me refiro aqui às ações e expectativas típicas dessas fases da vida; refiro-me antes às emoções, à maturidade sentimental a que as experiências nos conduzem.
O feitiço da Bruxa do Pântano não transforma Sophie em velha, apenas faz com que ela tenha a aparência que corresponde aos seus sentimentos. Sophie tem 18 anos, mas por dentro é uma velha de 90 anos; o feitiço apenas revela sua velhice. A chave para compreendê-lo é oferecida com muita sutileza. Em determinado momento da história Sophie aparece dormindo, novamente com sua aparência jovem, cabelos escuros; dorme delicadamente, sem guardar nenhum traço da idade que aparentava durante o primeiro dia de trabalho no Castelo de Howl. A aparência de Sophie varia entre a juventude e a velhice conforme o seu estado de espírito. Quando sua atitude é decidida e vibrante, Sophie rejuvenesce e alinha a postura. Quando Sophie está triste e desanimada, seus traços envelhecem e sua postura se torna recolhida e encurvada.
Sophie não consegue desfazer o feitiço que a transformou em velha, embora ela termine a história novamente como a jovem de 18 anos que era no início. Ela apenas reencontra a juventude dentro de si — através do amor que sente por Howl e das experiências pelas quais passou enquanto trabalhava no Castelo.
Sophie e Howl personificam arquétipos muito conhecidos. Howl não é diferente de Peter Pan, o menino que nunca cresce, aprisionado na eterna juventude e imaturidade. Sophie não é diferente de Wendy, a menina que, movida pelo amor que sente por Peter Pan, pretende ajudá-lo a crescer e amadurecer. O mal de que Sophie e Howl padecem é o mal do tempo. Sophie tem o corpo jovem e a alma de uma velha. Howl é um mago poderoso, mas por dentro é ainda um menino frágil.
A mensagem que Miyazaki pretende transmitir em Castelo Animado não é diferente daquela presente em A Viagem de Chihiro. Os males — os feitiços — de que padecem as pessoas são males auto-infligidos. Causas e curas estão na alma do próprio doente. E o maior mal é a inadequação diante da própria realidade. Em mundos de pura fantasia, Miyazaki fala de como lidar com a realidade e dos problemas que encontramos quando a ignoramos.
Chihiro é a criança que aprende a amar, e é através do amor que ela aprende a crescer, a deixar a infância para trás. Ao contrário de muitos contadores de história, Miyazaki não é cruel. Enquanto muitos preferem associar o amadurecimento ao endurecimento que o sofrimento causa, Miyazaki sugere um caminho diferente: a maturidade para o mestre japonês é o reconhecimento dos próprios sentimentos e do modo como eles nos conduzem, às vezes por caminhos obscuros e difíceis. Mas não há pessimismo nisso, não há traços do sentimentalismo tal como ele é mostrado por cineastas ocidentais, sempre como algo dramático demais ou eufórico demais. Miyazaki pede apenas que se observem os sentimentos, que se lhes respeitem — eis o realismo mais importante.

Que o amor seja mostrado como o sentimento que desfaz todos os feitiços, é algo que torna os desenhos de Miyazaki ainda mais fascinantes. O romantismo de suas histórias é, contudo, muito sutil. Em Mononoke Hime, ele é a lágrima de Ashitaka quando este recebe alimento da boca de San (Mononoke). Sen lhe dá vida, o que não é diferente de oferecer ou fazer amor. Isso é simbolizado por esse beijo estranho mas não vazio de amor e ternura. Em A Viagem de Chihiro, o amor é a súbita percepção de que Haku — por quem ela tem sentimentos dos quais ainda não tem plena consciência — na verdade era o rio em que Chihiro caiu em sua primeira infância. Ela esteve envolvida por ele, e o amor de alguma forma é uma espécie de simbiose. Outrora Haku e Chihiro estiveram intimamente juntos — e o amor é conhecimento e intimidade.
Em Castelo Animado, o amor é mostrado de forma mais evidente e linear, mas as metáforas visuais foram mantidas, o que sempre proporcionou bons resultados no cinema. O final feliz do jovem casal — Sophie e Howl — é simbolizado pelo vôo do Castelo, antes preso ao movimento desengonçado e terreno. Se a incompreensão sobre as próprias emoções prende-nos em labirintos obscuros e assustadores (como era o Castelo quando Sophie chega), o amor é a força que nos conduz através deles e faz com que a vida se eleve. Talvez o amor não rejuvenesça, como aconteceu com Sophie, mas certamente renova a vida e nos faz perceber realidades que nossa condição terrena insiste em ignorar.








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