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john fahey

Ouça.

Simplesmente não consigo parar de ouvir essa música. A versão original tem 23 minutos e pode ser baixada aqui.

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John Fahey já apareceu neste blog antes. Merece uma re-espiada.

Conhecer John Fahey é obrigatório para quem, como eu, gosta de violão. Nem tudo dele é excelente, principalmente alguns blues slides exagerados em algumas músicas, mas Fare Forward Voyagers é excelente — procurem também Mark 1:15 e Voice of the Turtle.

1001 discos

O título mais correto para este post seria “Muita música para o domingo”, resgatando o antigo costume que eu tinha de postar músicas aos domingos.

Sabe aquele livro “1001 discos para ouvir antes de morrer”? Uma boa alma reuniu todos os discos e os disponibilizou para download. Corra lá antes que os links desapareçam.

Joe Hisaishi

joe hisaishi

Algumas composições Joe Hisaishi já apareceram em outro «Música para o domingo». Hoje dedico um post inteiro a ele, que tem sido o responsável pelas trilhas sonoras dos longa-metragens de Hayao Miyazaki (conhecido no Brasil pelo magistral «A Viagem de Chihiro»), além das trilhas sonoras de outros belos exemplares do recente cinema japonês.

Para alguns é apenas música de cinema; ouvidos atentos, no entanto, reconhecerão a excelência das composições de Hisaishi. O tema de «Nausicaa», por exemplo, é obra sinfônica de altíssima qualidade.

Tema de «Castle in the Sky», de Hayao Miyazaki.

«One Summer’s Day», tema de abertura de «A Viagem de Chihiro», de Hayao Miyazaki, e «Summer», do filme «Kikujiro no Natsu», de Takeshi Kitano, ambos em versão para piano solo.

Tema de «Mononoke Hime», de Hayao Miyazaki, com o compositor ao piano acompanhado por pequeno conjunto de câmara.

«Oriental wind», «Departures» e «I’d rather be a shellfish», com o próprio compositor ao piano, em apresentação para a TV japonesa. «Departures» é o tema principal do filme homônimo (em japonês, «Okuribito»), ganhador do Oscar de melhor filme estrangeiro neste ano.

Tema principal de «Howl’s Moving Castle», de Hayao Miyazaki.

Tema principal de «Nausicaa», de Hayao Miyazaki — uma das mais belas composições de Hisaishi.

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link da imagem

thom yorke

Que me perdoem os chapas (e mais da metade da blogosfera, que, se ler isto, vai querer me apedrejar), mas esta é a melhor definição de emo ever.

Aliás, se a idéia é não sorrir, prefiro o Buster Keaton.

heitor villa-lobos

Belíssimo discurso de Villa-Lobos a respeito da música, de sua vida e sua obra e do Brasil (gravado em João Pessoa, 1951). Parte 1Parte 2

Se o Brasil fosse reconstruído (alguém duvida da necessidade disso?), este seria um belo discurso para a cerimônia de reinauguração.

E para ouvir em seguida, Villa-Lobos interpretando suas próprias composições:
Prelúdio nº 1 (violão)
Chôro nº 1 (violão)
O Polichinelo (piano)

(Meus agradecimentos ao Raphael pela dica)

chamber music
(link da imagem)

Não, música de câmara não é o pandeiro-e-cavaquinho durante o churrasco ou o violãozinho-do-legião (sim, ainda existe) na festa da moçada. Se você ainda tem dúvidas, veja:

Beethoven: Quarteto para piano nº1 — Quarto Quartet, em performance envolvente (thanks, Tamara).

Mozart: Duo para violino e viola — Yuri Bashmet e Oleg Kagan, provando que é possível tocar viola e violino com quinze dedos em cada mão.

Mozart: Quinteto para sopro — Quinteto de sopros da Filarmônica de Berlim… Isto… é… um… ensaio?!?

Schubert: Sonata Arpeggione, 1º movimento — Martha Argerich e Yuri Bashmet, sempre impecáveis. Argerich tem aquela admirável habilidade de tocar piano com a mesma naturalidade de quem bebe água porque está com sede.

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cello

Violoncelo

Mischa Maisky interpreta a Suite para violoncelo nº 1, BWV 1007, de Bach. Pense em violoncelo e invariavelmente esta música virá à cabeça.

Uma inusitada versão para violoncelo do Capricho nº 24, de Paganini, originalmente composto para violino. A partir da metade do vídeo, o solista está visivelmente esgotado…

Rodrigo é mais conhecido pelo Concierto de Aranjuez, para violão e orquestra. Aqui você pode ver e ouvir um trecho de seu quase desconhecido Concerto para violoncelo, com Julian Lloyd Webber como solista. O espírito alvissareiro deste concerto é muito parecido com o do Concierto de Aranjuez.

Quase burocraticamente obrigatório no repertório do instrumento, o concerto para violoncelo de Elgar (aquele da “Pompa e Circunstância”), com a interpretação majestosa de Jacqueline Du Pré.

A sonata para violoncelo e piano de Beethoven (não consegui identificar qual delas) é interpretada aqui por Leonard Rose e ninguém menos que Glenn Gould ao piano. O violoncelo é correto. O piano, bem…, vejam e tirem suas próprias conclusões. Gould é o rei dos trejeitos.

Dois mestres interpretam o primeiro movimento da sonata nº5 para violoncelo e piano de Beethoven — Richter e Rostropovich.

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Bonus:

Cello Song, de Nick Drake, não é propriamente uma música para violoncelo, mas o instrumento está lá, adicionando doçura e substância à poesia e à voz sussurrada do genial anglo-birmanês.

Egberto Gismonti


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Música brasileira em sua melhor forma. Egberto Gismonti é um mestre comparável a Villa-Lobos. Saiba por quê:

Com o próprio mestre ao piano ou ao violão:
Sete Anéis, uma das melodias mais bonitas criadas por Egberto.
Salvador. Se alguém conseguir descobrir, diga-me quantos dedos Egberto tem.
Karatê — porque fazer música tem que ser divertido.
Maracatu. Aqui, preste atenção ao tempero dado ao piano.

Com outros intérpretes:
Água e Vinho, em arranjo maravilhoso para dois violões.
Frevo, uma das obras mais famosas de Egberto, em versão para piano e violão.

Quando Vivaldi compôs “As Quatro Estações”, ele imaginava que sua obra seria gravada 435 vezes? (a lista do site mostra as capas de apenas 73 discos da coleção)

A despeito do que os mais conservadores podem pensar, as versões para dois pianos e para dois violões são bem interessantes e merecem ser ouvidas.

ulisses rocha

Ouço neste momento uma música do violonista Ulisses Rocha chamada “A voz no telefone”, composta nos anos 80 (ouça-a; o link aí leva à página de download).

Se tivesse sido composta algumas décadas antes, a música se chamaria “A voz na minha orelha”. Se tivesse sido composta hoje, o nome seria “A voz no smartphone”.

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Imagem obtida aqui.

joanna newsom

Joanna Newsom não tem pressa. Sabe compor. Sabe tocar harpa e cravo. E, a despeito do que dizem de sua voz aguda demais, também sabe cantar. Para saber o que é que eu estou tentando dizer, baixe e ouça Emily (arquivo grande, pois a música tem mais de 12 minutos) e veja-a tocando e cantando em Sawdust & Diamonds.

Se você consegue fazer algo com a mesma paixão e intensidade com que Joanna Newson faz música, considere-se feliz e realizado.

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