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– “Prefiro que vocês morram a perder meu emprego” é a frase que resume todos os problemas ambientais que surgiram até hoje.
– Não apenas acredito em alienígenas como acho que eles viveram aqui antes de nós. Este mundo só pode ser de segunda mão.
– Acredite: as grandes cidades são assim porque deram certo.
– Coleta seletiva, essa incompreendida: o melhor benefício da coleta seletiva não é a reciclagem, mas a possibilidade de devolver para os fabricantes o lixo que eles produziram.
– O segredo da indústria automobilística está no êxito em cristalizar a idéia de que carros são bens duráveis e, no entanto, fabricá-los como artigos totalmente descartáveis.
– Lembre-se: seus avós viviam com muito menos. E, mesmo que já estejam descansando em paz, mesmo que você dure 200 anos, terão vivido mais do que você.

Movido a adubo. O carro ideal para combater o aquecimento global.
Dizem que uma das melhores formas de prever o futuro é estudar o passado. Se você sabe como e por que certos fenômenos aconteceram e acontecem, você terá condições de fazer algo para que o futuro tome o rumo mais desejado. Isso não lhe dá garantias de que o futuro realmente seguirá na direção planejada, incerteza que oscila em função do fenômeno que se estuda e da forma como ele é estudado. Read the rest of this entry »

Ok, reconheço: a minha vida não é sustentável. Ponto para os ecochatos.
E agora?
Thoreau parece deslumbrante nas páginas de Walden porque fez algo que, hoje, ninguém é capaz de fazer — por absoluta falta de cojones. Ele largou tudo, embrenhou-se no meio do mato e viveu por dois anos uma vida solitária, de trabalho braçal, caça e pesca.
O que parece ter sido o primeiro manifesto hippie de que se tem notícia foi na verdade o oposto da covardia urbanóide de que o mundo é feito atualmente — na qual se apóiam os restos do movimento hippie (v. av. Paulista aos domingos).
Todo o ambientalismo — inclusive o de Thoreau — poderia ser bem explicado com uma expressão que lhe é oposta: a segurança do artifício.
Schopenhauer já havia alertado para a facilidade com que o homem cria mundos artificiais que lhe dão segurança e conforto. Thoreau apenas colocou isso de forma mais crua e clara. O homem cria espaços e expulsa a natureza deles por covardia e egoísmo, por não gostar de mosquitos, por ter medo de cobras, por achar que o mato é feio e o mangue malcheiroso.
O ambientalismo será bem-sucedido quando todos os ambientalistas fizerem aquilo que Thoreau fez e demonstrarem, dessa forma, que a natureza não é só matéria-prima para pacote turístico e para a National Geographic. Em outras palavras, o ambientalismo terá sucesso depois que se livrar do lixo mercadológico e ideológico que acumulou nos últimos 30 anos.

Christian Rocha
O Expressionista
Março de 2002
“A metrópole, na sua fase final de desenvolvimento, torna-se um artifício coletivo para fazer funcionar esse sistema irracional e para dar aqueles que são na realidade suas vítimas a ilusão do poder, riquezas e felicidades, de se encontrarem no próprio pináculo do desenvolvimento humano. Mas, na realidade, suas vidas acham-se constantemente em perigo, sua riqueza é insípida e efêmera. Seu lazer sensacionalmente monótono e sua patética felicidade maculada por constantes e justificadas antecipações de violência e morte súbita.” — Lewis Mumford




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