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gerald ford

Repita comigo e com o Geraldo, em voz alta:

    “Um governo grande o suficiente para lhe fornecer tudo de que você precisa também é grande o suficiente para lhe tomar tudo que você possui.”

(link, que veio do Mosca Azul)

Um dos fatos mais importantes da história dos EUA foi sumariamente ignorado pela imprensa brasileira: cerca de um milhão de pessoas (números oficiais) marcharam em Washington contra o governo de Obama, contra os impostos e contra os políticos em geral.

Leia sobre isso aqui, aqui (com fotos) e aqui — porque se depender dos jornais brasileiros tudo que você vai saber sobre o mundo é que saiu da prisão o jornalista iraquiano que arremessou o sapato em Bush.

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A propósito, Jimmy Carter declarou ontem que as críticas a Obama são racistas. Até que a empulhação demorou.

A maioria já deve ter visto, mas vale a pena registrar. A imagem dispensa explicações — ela é uma explicação.

obama_joker_11x17_300dpi
(Clica para ver ampliada)

Do blog de Sonia Racy, no Estadão, o post que acompanha a foto acima (grifo meu):

    Touro Sentado

    A qualidade da imagem pode não ser grande coisa, mas o que vale é a informação. Esta foto chegou às mãos da pequena brasileira Laura, colega de classe de uma das “obaminhas”. Foi tirada por um garoto que driblou os agentes de Barack Obama e circula pela escola, em Washington.

Qual informação?

1) O fato do presidente Hussein ter joelhos e bunda e conseguir sentar no chão como qualquer mortal?

2) A falha na segurança do semideus, que permitiu que uma criança o maculasse com uma foto?

3) A possível ausência de cadeiras na escola em que estudam as filhas do todo-poderoso?

Qualquer que seja a “informação”, não vejo o que a torna relevante. Relevante mesmo é o embasbacamento persistente da imprensa nacional, que continua beirando a bajulação babona.

obama yoga
Obamasana — ou a postura do herói.

Makoto é um dos princípios basilares do aikido. Makoto significa sinceridade ou honestidade, mas também pode ser entendido como verdade ou coerência entre palavra e ação. No yoga, o princípio que mais se aproxima de makoto é satya — verdade.

Nos dois casos, seja o praticante um aikidoka ou um yogue, o compromisso com a verdade é um pressuposto ao trilhar um caminho espiritual como uma arte hindu ou uma arte marcial japonesa.

Praticantes do aikido e do yoga têm — talvez mais do que outras pessoas — um compromisso com a verdade que deve ultrapassar suas vidas, suas disposições e pretensões. Há nessas artes a obrigação de desenvolver a capacidade de ver através da névoa espessa da mentira e da falsidade, ainda que essa visão implique a destruição de ilusões que sustentavam a vida do praticante; daí que makoto e satya podem causar frustração e desencanto. Em alguns casos, makoto ou satya podem fazer o praticante abandonar sua arte, caso ele seja incapaz de encarar a verdade que lhe é revelada.

Qual não foi minha surpresa quando vi que nessas duas artes há pessoas capazes e gabaritadas e ao mesmo tempo crédulas, desligadas da mais mínima consciência sobre makoto ou satya?

O boletim de yoga que recebo quase todos os dias começou hoje falando da posse do novo presidente:

Obama and Yoga — Regardless of what politics you may practice, today is a day of change and renewal. (…) Before he began his presidential campaign, he was asked why he wanted to become president. Obama answered that he wanted to be of service.

Como não encontro um link para o texto deste boletim, talvez o leitor queira ver outras referências a Obama no site da revista Yoga Journal. Não são poucas.

Dias atrás descobri um vídeo no YouTube intitulado Aikidoists for Obama, que mostrava um treino especial para levantar fundos para a campanha do democrata.

Eu entendo o que uma eleição presidencial pode significar para um país e mesmo quem deveria não se envolver com política de forma alguma acaba se envolvendo com ela até o pescoço. Mas é especialmente surpreendente e assustador quando esse envolvimento contraria princípios que sustentam as artes que essas pessoas praticam, o que significa que, ao menos em potência, essas pessoas estão dispostas a sacrificar essas artes em nome de… nada, em nome de uma imagem, em nome de algo meticulosamente construído para assumir o poder de um país e tornar-se símbolo de esperança e mudança, a despeito da abundância de evidências em contrário.

Eu não espero que essas pessoas leiam isto ou que conheçam as fontes citadas neste texto, mas o mínimo que espero delas — por uma questão simples de fidelidade àquilo que praticam e por autoproteção — é makoto e satya, um compromisso irrestrito com a verdade, mesmo que ela mostre, no fim, que mudança e esperança não constróem nações.

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link da imagem

obama
(link da imagem)

Elegeram? Agora agüentem — porque devassa na vida dos outros é refresco.

tamô de volta
O âncora do telejornal não se conteve…
(link da imagem)

Então, né, eu ligo a TV e estão lá os dois âncoras do telejornal à espera da correspondente nos EUA. Os três eram só sorrisos.

Conta pra gente como foi o primeiro dia do presidente eleito.
— E a promessa de dar um cachorrinho para as filhas?

Não, não era possível.

Sim, era possível. E pegou mal pacas.

Se Hussein entra para a história como o primeiro presidente muçulmano e antiamericano dos EUA e por mais uma dezena de motivos que não vem ao caso repetir, a imprensa brasileira — toda ela, juntinha — entra para a história por ter assumido abertamente sua condição de lambe-botas, de torcida organizada, de legião. A imprensa brasileira saiu do armário, foi pra galera, gritou “é campeão” até ficar rouca.

Se liga: o tópico que interessa é a turba que ocupa as redações dos jornais brasileiros, não o democrata recém-eleito e a euforia por lá. O tópico é a euforia aqui. Eles podem ter algum motivo lá; nós aqui, não.

Jogando as mãos para o alto e gritando e pulando mais do que todos, eis que surge Arnaldo Jabor — forte candidato à presidência do fã-clube. Ninguém desceu tão fundo quanto ele. Jabor chegou a um nível abissal, onde não há mais luz, apenas uma batalha permanente de peixes cegos e famintos.

Essa é a vantagem da liberdade de expressão. Deixa a imprensa falar. Deixa o Galvão Bueno torcer em vez de narrar. Deixa a TV apoiar a política grandiloqüente e paternalista do Governo Federal. Deixa a mídia falar abobrinha à vontade.

Se a gente fica reclamando de miudezas desse tipo corre o risco de perder os grandes momentos da imprensa brasileira, aqueles em que os jornalistas orgulhosamente rasgam o diploma e eliminam qualquer dúvida que a gente possa ter: a imprensa brasileira odeia democracia, a imprensa brasileira está se lichando para a festa da democracia, a imprensa brasileira quer é rosetar, a imprensa brasileira quer é estar em Wóchito no dia da posse. Afinal, a democracia só interessa quando eles ganham.

top top top
(link da imagem)

Liguei o PC e confirmei o que já se imaginava: Barack Hussein Obama é o novo presidente dos Estados Unidos da América.

O país mais poderoso do mundo terá seu primeiro presidente muçulmano, abortista, antiamericano, pró-Nova Ordem Mundial e assumidamente mentiroso (too late for that, mas leia, se quiser).

Que Deus proteja a América.

mccain republican
(link da imagem)

Este post foi descaradamente inspirado neste post do Saboya, que eu sugiro que você leia. Lá você encontrará as razões pelas quais deveríamos (futuro do pretérito, porque não votamos nos EUA) preferir McCain a Hussein Obama.

Confesso que tenho prestado pouca atenção à política ultimamente e nem as eleições que batem à minha porta quase todos os dias (municipais, 2008) têm merecido os vincos da minha testa. Mas é nauseabunda a freqüência com que a mídia brasileira diz amém ao democrata Hussein, dando-o como eleito. Desagrada (embora não surpreenda) ver esse desequilíbrio nos telejornais. Por exemplo, a candidata à vice-presidência de McCain, Sarah Palin, só se tornou conhecida no Brasil quando os jornais norte-americanos destacaram o “escândalo” envolvendo sua filha (que engravidou do namorado e, por isso, decidiu casar, vejam só que baixaria…).

O objetivo deste post é, portanto, tornar as coisas menos desequilibradas e menos desinformadas do lado de cá da linha do Equador. Se não servir para eleger McCain, espero que sirva ao menos para que mais e mais pessoas saibam que Obama não é candidato único, tampouco o melhor — e, de quebra, lembrar-nos da imprensa porca que nos envenena todos os dias.

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