Posts passados

Por causa de problemas no servidor, fui forçado a mudar o endereço deste blog. Por isso, reproduzo aqui os posts antigos — que, felizmente, ainda eram poucos. A todos que visitaram o blog tão logo o iniciei e a todos que, além disso, ainda foram gentis a ponto de deixar um comentário, agradeço profundamente e peço desculpas pelo transtorno.

Monday, 20 December 2004

Em busca do silêncio perdido

Em setembro passado comentei um episódio bizarro que me aconteceu. Um leitor disse, com admirável elegância e inteligência, que eu deveria tentar modificar o modo como vejo a situação, ao ponto, talvez, de aceitar aquele estado de coisas.

Admito ter sérias dificuldades para lidar com isso. E hoje, por exemplo, tento ouvir Bach de forma introspectiva, mas sou atordoado com o vizinho que insiste em praticar karaokê com as canções dos Chilli Peppers. Não vejo meios de modificar a rotina alheia — e nem me vejo com esse direito — mas ao mesmo tempo não me vejo na obrigação de simplesmente me afastar dessa realidade. Uma atitude realmente aikidoística (um outro modo de falar de harmonia) sugeriria o diálogo sincero e bondoso. Mas às vezes as pessoas não querem conversar, querem apenas praticar karaokê.

Se o isolamento e a retirada não funcionam, se a interação é impossível e se o calor não permite algodão nos ouvidos, o que resta? Sugestões serão novamente bem-vindas.

A Empulhação Da Vinci

monalisa

Depois de O Mundo de Sofia, que transformou a Filosofia numa brincadeira de pega-pega numa biblioteca, e de Quem mexeu no meu queijo? que transformou o desenvolvimento pessoal num joguinho de armar para retardados, eis que surge O Código Da Vinci e tenta conferir à história do Cristianismo o mesmo teor que a revista Caras acrescenta aos boçais que freqüentam a ilha homônima.

Que o livro esteja vendendo que nem água, é apenas um sintoma da cultura de mexerico que domina este país. Para quem lê um livro desses, os ensinamentos de Jesus importam menos do que saber se ele levou ou não levou Maria Madalena para cama e se teve filhos com ela.

Às vésperas do Natal, eu preferia os CDs da Simone e do Roberto Carlos. Ao menos eles não profanavam o nome de Nosso Senhor Jesus Cristo para vender seus badulaques.

O outro lado da campanha de desarmamento

Este é o título do artigo que adicionei ao meu saite pessoal. O assunto apareceu neste blog uns dias atrás. No artigo as idéias do post estão um pouquinho menos bagunçadas. Ou não.

Saturday, 18 December 2004
9ª Sinfonia de Beethoven

beethoven

Faz poucas horas que saí do Teatro Braz Cubas, em Santos, onde a Orquestra Sinfônica Municipal executou pela primeira vez a 9ª Sinfonia, Opus 125, “Coral”, de Beethoven.

Eu sei muito pouco sobre religião e espiritualidade. Só sei que Deus estava lá nesta noite. Na dúvida, ouça com atenção e carinho o Finale e os versos da Ode à Alegria, de Friedrich von Schiller:

Ahnest du den Schüpfer, Welt?
Such’ ihn überm Sternenzelt!
Über Sternen muss er wohnen.

Ó mundo, anseias por teu Construtor?
Procura-o acima das estrelas.
Pois aí está Sua morada.

Friday, 17 December 2004
Palavras de um mestre

o-sensei

“Budô não significa derrotar o adversário pela força e nem é um modo de conduzir o mundo a destruição pelas armas. Seguir o verdadeiro budô é aceitar o espírito do universo, manter a paz na terra e produzir, proteger e cultivar corretamente todos os entes da natureza.” — Morihei Ueshiba, fundador do Aikido

Desarmamento

Há na campanha de desarmamento um aspecto importante que não tem sido observado.

Trata-se da origem das armas entregues às autoridades: armas usadas para defesa pessoal e de forma totalmente lícita não precisariam ser entregues à polícia; armas usadas em crimes são entregues sem que se faça uma única pergunta, sem que se verifiquem suas origens e seus proprietários (criminosos), que são pagos com dinheiro público por esse gesto.

No primeiro caso — armas usadas para a defesa própria –, a campanha deixa indefesa uma população que em muitos casos só pode contar com a proteção divina.

No segundo caso — armas usadas em crimes –, a campanha remunera bandidos que provavelmente encontrarão outras armas e outros meios para continuar cometendo crimes, pois seria loucura supor que a simples doação de uma arma eliminaria consigo a tendência criminosa de seu portador.

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