O declínio da Igreja II


Século XIII, Sto. Tomás de Aquino:
“Já que me pediste, frei João — irmão, para mim, caríssimo em Cristo –, que te indicasse o modo como se deve proceder para ir adquirindo o tesouro do conhecimento, devo dar-te a seguinte indicação: deves optar pelos riachos e não por entrar imediatamente no mar, pois o difícil deve ser atingido a partir do fácil. Exorto-te a ser tardo para falar e lento para ir ao locutório. Abraça a pureza de consciência. Não deixes de aplicar-te à oração. Ama freqüentar tua cela, se queres ser conduzido à adega do vinho da sabedoria. Não te metas em questões e ditos mundanos. Evita, sobretudo, a dispersão intelectual. Segue as pegadas daquele santo Domingos que, enquanto teve vida, produziu folhas, flores e frutos na vinha do Senhor dos exércitos.”


Século XVII, Baltazar Gracián, padre jesuíta espanhol:
“Devem estimar-se mais os que o são mais (isto é, os assuntos mais plausíveis). É palpável a excelência em tais façanhas, e, se o for com evidência, plausível; as primorosas têm muito de metafísico, deixando a celebridade às opiniões. Chamo cargo plausível aquele que se executa à vista de todos e ao gosto de todos, sempre com o fundamento da reputação, por excluir aqueles a quem falta tanto de crédito quanto sobra de ostentação. Vive rico de aplauso um histrião, mas perece de crédito. Ser, pois, eminente em assunto fidalgo, exposto ao teatro universal: é isso conseguir a augusta plausibilidade.”


E no Século XXI, Frei Betto:
“(…) Ao longo de minha vida literária, não escrevi mais de trinta contos. E o pouco que produzi foi nodecorrer de muitos anos. Não escolhi os temas. Eles é que me escolheram. De repente, uma idéia, uma conversa, um filme, uma imagem, e eis-me grávido do tema. Aquilo fica impregnado em mim e essa semente plantada em meu útero criativo começa a se desenvolver sem que eu possa resistir. Torna-se uma obsessão. Numa reunião, andando pela rua, vendo televisão, e eis que o tema se manifesta qual um feto que exige ser parido. Não me resta outra alternativa senão passá-lo para o papel.”


…e Leonardo Boff:
“(…) nossa esperança é que George W. Bush seja derrotado pelo bom senso dos eleitores norte-americanos, exorcizando assim o demônio da prepotência e da guerra que se apossou dele. Que cresça a consciência dos povos de que só temos uma única Casa Comum, a Terra, que importa cuidar dela. Que se forme, progressivamente, a sociedade planetária, una e diversa, na qual finalmente triunfe a economia política do suficiente e do decente para todos, com a socialização de terra para morar e trabalhar, de comida, saúde, educação, comunhão e liberdade.”

***
Obs.: Alguns podem torcer o nariz porque Frei Betto e Leonardo Boff não são exemplares genuínos da Igreja (a Católica). Contudo, ambos são reconhecidos pelas pessoas maravilhosas como exemplares genuínos da Igreja, tal como sonhada pela esquerda, e até hoje dão-se o direito de tocar em assuntos religiosos, sob os aplausos de catolicos pró-aborto e pró-eutanásia.

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