Os perigos do ativismo


Imagine se as fotos reproduzissem tamb?m o cheiro do momento.

H? poucas coisas mais maravilhosas do que trabalhar para mudar o mundo, para proteger o meio ambiente, para diminuir a desigualdade social ? pelo menos em teoria, j? que todo mundo que eu conhe?o trabalha para pagar contas e, quando sobra tempo, para ficar bem em seu pequeno c?rculo social.

Todo o problema est? na ordem dos fatores. Existe uma regra de ouro, que remonta ao tempo de S?crates ou antes, que diz que o homem ? um ser racional, que pensa e depois age. Este pensamento, tamb?m chamado racioc?nio ou pondera??o, ? o que diferencia a a??o humana da a??o meramente animal. Mais do que um freio da a??o, o pensamento ? o que a sustenta e a torna eficiente.

O problema do ativismo est? em querer mudar a ordem natural da a??o humana. ? claro que ativistas pensam antes de agir. Os jovens franceses do maio de ’68 pensaram antes de sair por Paris incendiando carros e gritando palavras de ordem. Os criminosos do MST pensam antes de invadir fazendas. Os do MLST tamb?m pensaram para invadir e destruir parte do Congresso Nacional.Existe pensamento nessas a??es, mas n?o o racioc?nio como ele deve ser.

Ativistas acreditam que a a??o coletiva ? mais poderosa que o pensamento individual. Desta forma demonstram assim que t?m uma vis?o rasteira do mundo e acreditam que tudo pode ser resumido no combate ao capitalismo, aos EUA e a George Bush, ?s grandes corpora??es, aos transg?nicos, ? Igreja Cat?lica, ? elite branca e burguesa. E assim reduzem a p? o esfor?o individual de compreender o mundo ? sem ele, o que h?? Transformar o mundo ? mais importante do que compreend?-lo, ? o que dizem os ativistas.


Acredito que um outro mundo ? poss?vel, mas qual? Como modificar a realidade quando n?o se consegue compreend?-la? Como modific?-la sem ao menos querer compreend?-la?

Nas melhores fam?lias, nas melhores na??es, a a??o ? a conseq??ncia natural da sabedoria, da intelig?ncia, do racioc?nio, n?o sua causa, n?o seu objetivo. A sabedoria surge no sil?ncio do estudo, da medita??o e do isolamento, n?o na balb?rdia das palavras de ordem, sob o cec? das passeatas.

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