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Tire a ideologia esquerdista de um esquerdista. O que sobra?

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21 comentários sobre “Conteúdo

  1. Talvez um direitista. Aliás, o que seria um direitista? Um ex-esquerdista sem ideologia? E é possível um homem sem ideologia? Só se não tiver cérebro.
    Então um direitista é um homem que nasceu sem sem cérebro ou então perdeu-o pelo caminho.

  2. O que seria um direitista? Um sujeito que não se perde em meio às cretinices esquerdistas porque tem sim um cérebro e sabe usá-lo? E, por isso, é tachado de direitista por um esquerdista? Como se isso fosse um pecado ou um crime.

    É possível uma pessoa ter um cérebro, usá-lo dignamente e não levar a sério ideologias revolucionárias, afinal, tem coisas mais importantes e interessantes para se fazer da vida do que cultuar o Che Guevara e ter Hugo Chávez como ídolo.

    Aliás, se usado dignamente, o cérebro mantém uma distância confortável das idéias esquerdistas. E também do conservadorismo extremista e babão de velhos tarados que se arvoram moralistas.

    No frigir dos ovos, um esquerdista é tão somente àquele que não estudou nem História, nem Marx, tampouco às idéias “direitistas”. Mesmo assim quer criticar tudo e todos como uma velhinha critica as atitudes do vilão da novela das oito. Mas a velhinha sabe, pelo menos, do que se trata a estória.

  3. Faz parte da personalidade direitista ter uma visão assim simplista, dualista, ego-centrada, boquirrota e pasteurizada do mundo e do pensamento que construiu o século XX e a Modernidade: Marx, Escola de Frankfurt, Lukacs, Althusser, Existencialismo, Habermas, e tantos outros.
    Vocês são obscurantismo em estado puro.

  4. Luiz,

    fazendo a lição de casa direitinho, hein?

    “Xingue-os do que você é, acuse-os do que você faz” (Lênin)

    Você usa seis adjetivos num comentário tão breve, diz “vocês são…” (só faltou o dedo na cara) e nós é que somos simplistas? Nós é que somos boquirrotos?

  5. ConFanheiro Luizinho, aposto que o senhor nem leu os autores que citou aí em cima.

    Mas concordo com você que esses moldaram o pensamento que construiu o século XX e a modernidade. A modernidade dos regimes comunistas, exemplo de administração pública e respeito ao ser humano. Ou então o nazismo que pessoas como você juram que é de extrema direita, mas fez pacto com Stálin e representava o trabalhador alemão contra o capital dos judeus. As pessoas esquecem que Hitler representava o Nacional-Socialismo alemão.

    Eu já fiz a minha parte, lí essa porcaria toda. Talvez você devesse fazer o mesmo, até para saber o que pensa os teus inimigos. Mas você corre um sério risco de descobrir que estava somente fazendo divulgalção da propaganda esquerdista. E, enquanto batia boca em blogues, os petistas ficavam ricos roubando dinheiro público.

  6. Caro Christian
    Os adjetivos uados por mim foram extraídos da essência dos textos postados. Ou frases como “cretinicies esquerdistas”, “saber usar o cérebro”, “usá-lo dignamente”, “ser esquerdista é não ter estudado história nem Marx”, além da insistente referência a Che Guevara e Hugo Chavez (não sei como o Fidel não apareceu por aqui), não são axiomas subjetivos, descontextualizados, agressivos, repletos de chavões e cujo pano de fundo supõe uma superioridade intelectual do interlocutor (que na verdade inexiste)?
    Por acaso reduzir o universo da esquerda a Che Guevara, Lenin e até Chavez não é simplismo?
    Não basta o simplismo de acreditar piamente na mãozinha invisível do Adam smith?

  7. Luiz, você fala em chavões, mas cita aí a mãozinha invisível de Adam Smith. Quem usa este termo, apenas deixa clara a sua ignorância sobre o que escreveu Adam Smith. Não leu e quer criticar. Já começa bem.

    E não se trata de superioridade intelectual, apenas conheço extensão da minha ignorância, diferente de você, que veio cheio de empáfia e proclamou, ipsis literis: “Então um direitista é um homem que nasceu sem sem cérebro ou então perdeu-o pelo caminho.” Mas tudo bem. Porque o interessante mesmo é você vir aqui dizer que eu reduzi o universo esquerdista em Marx e Che Guevara. Isso depois de ter citado Marx e a Escola de Frankfurt. Che é cria dos dois; Lukacs, Althusser, Existencialismo, Habermas, e esses tantos outros de quem você fala, é cria de Lênin e Stálin, que se baseam no marxismo.

    Se já tivesse lido Proudhon, saberia porque ele considerava o marxismo uma “taênia do socialismo”, e que essas idéias revolucionárias eram embustes.

  8. Chiuso
    Chega a ser cômico a certeza com você atesta que eu li ou deixei d eler uma coisa ou outra. E radicaliza quando diz que Althusser e Habermas são crias de Lênin e Stalin. Com certeza quem anda com déficit de leitura por aqui não sou eu.
    Quer dizer então que você é um socialista romântico como Proudhon? Um direitista-socialista e romântico? Puxa vida, fora a total confusão mental, eu jurava que certas discussões estariam superadas desde o século XIX…

    Quanto aos direitistas não terem cérebro, não se preocupe. Eu sei que vocês têm, apenas o utilizam para o mal. Foi apenas uma brincadeira retórica com a frase título do tópico que quer tirar a ideologia dos esquerdistas…

  9. Luiz, se você tivesse lido Adam Smith não resumiria as suas obras com essa bobagem de mão invisível. Falando isso é razoável concluir que você não o leu. E é claro que não leu, afinal é leitura proibida no teu habitat. Aí, lhe pergunto: já fez uma auto-crítica dos teus conhecimentos direitistas para poder falar deles com propriedade? Já que não leu nada a respeito, não imagina o seu conteúdo. Assim, tuas opiniões não valem uma jujuba.

    Veja lá o que diz Lênin e verá que a escola de Frankfurt seguia as mesmas idéias como base. Além deles, Sartre, com seu existencialismo, dizia que o regime de Stálin era moderno, prático e irreversível. Depois do processo de Kravtchenko ficou provado que, em verdade, era um regime infinitamente pior que o nazismo e que os campos de concentração na Sibéria já existiam desde a Primeira Guerra Mundial.

    Então eu sou um “socialista romântico” como Proudhon só porque o citei? Não. Primeiro porque é mais um que você não leu, já que o considera “socialista romântico” (quem te disse isso?). Proudhon diz lá suas bobagens sobre a questão da propriedade mas era contra a estatização das coisas. Não tinha muito apreço pelo Capitalismo, mas, mesmo pendendo para o teu lado ideológico, não levava à sério essa bobagem de marxismo e idéias revolucionárias. É claro que seria muito mais apropriado ter citado Von Mises, mas considerando as tuas intervenções anteriores, talvez esteja acima da sua capacidade intelectual. Sem dizer que é outra leitura proibida no teu habitat.

    Mas já que estás disposto a discutir, e me parece que ainda ninguém perdeu a compostura, vou propor um ponto a discutirmos. Aí evitamos essas ironias e pequenos insultos recíprocos aí de cima.

    Que tal você me explicar como é possível o cálculo econômico numa economia planificada?

  10. Caro Chiuso
    estava só esperando você começar a apresentar nomes de economistas menores como Von Mises, e outros como Hayek e Friedman… todos de triste lembrança nos “planos econômicos” da América Latina, no período Thatcher e por aí vai. Comparar esses nomes com Marx chega a ser acintoso.

    Eu devolvo a sua pergunta: por que o cálculo econômico não é compatível com a planificação estatal? Você tem certeza que sabe o que é socialismo?
    Por acaso a economia cartelizada do capitalismo não é o que você chama ingenuamente de economia planificada se referindo ao socialismo?

  11. Luiz, boa saída. Ao invés de explicar o que não sabe, devolve a mim a pergunta.

    A América Latina nunca foi liberal, pelo contrário, sempre houve intervenção estatal. É forçoso querer culpar as idéias liberais pelas mazelas de um país que nunca as seguiu.

    O “capitalismo cartelizado” (foi você que inventou o termo, que garoto prendado!), é um atentado não só ao capitalismo, como a um mercado liberal (que é o único eficiente, basta analisar porque os países desenvolvidos são…desenvolvidos). A base do capitalismo é a confiança de que os praticantes do mercado farão negociações justas, caso contrário, o trapaceiro não participa mais. Aliás, a confiança é a base dos juros.

    Quanto à economia planificada, é impossível o cálculo econômico. Mas é você que deve responder a pergunta, não eu. Deixae de ser pretencioso e preguiçoso e aprenda o que é cálculo econômico.

    É um pouco engraçado você perguntar o que é socialismo quando você mesmo não sabe.

    Assim, convém antes de começar a fazer papel de bobo, explicar primeiro o que é calculo econômico e como ele se dá numa economia socialista. E, enfim, o que é socialismo para você, conFanheiro Luizinho.

    Se voltar aqui e não responder isso estará assinando o teu atestado de ignorância.

    Já falei, críticas e opiniões baseadas na ignorância do objeto de discussão não valem uma jujuba.

  12. Chiuso, eu não adoto o sua estratégia de discussão, tentando desqualificar o interlocutor. Você se pega numa questão técnica qualquer para tentar desmontar a argumentação ou desviar o foco. É típico dos seguidores de Olavo de Carvalho e cia. Quer dizer então, que quem não sabe o que é cálculo econômico não sabe o que é socialismo, e não pode discutir com você? E sou eu quem está tentando fugir do debate?

    Eu não vou cair na sua armadilha e não vou deixar você saber o que sei e o que não sei. E você não tem nenhum embasamento para avaliar meus conhecimentos. Apenas lhe digo que não há nenhuma contradição entre o cálculo econômico e uma economia planificada. Leia Robert Kurz, que é uma leitura mais simples.

    E você que desprezou a mãzinha invisível do Adão Smith, vem agora falar de economia liberal, de livre concorrência, de auto-regulação de mercados… como a máscara cai, não? E quanta ingenuidade, certo?

    E vem ainda com essa história bonapartista, atribuindo ao tal “liberalismo” a responsabilidade pelo suposto “desenvolvimento” de certos países. É muito desconhecimento da história da formação do capitalismo internacional…
    Quanto à América Latina, perceba meu caro, que todos os planos econômicos e governos desde há no mínimo 40 anos estão nas mãos de grupos de interesse lligados ao capital e não à esquerda. Sempre tivemos figuras como Bob Fields, Otávio Bilhões e seu mestre Friedman da Escola de Chicago na crista do poder, fosse ele ditatorial ou “democrático”. Nossos Estados sempre tiveram o papel de facilitador da acumulação privada e nunca da distribuição. Nunca tivemos um Estado tão forte, regulador e presente na vida do cidadão, como o Estado Norte-Americano, por exemplo.
    Aliás, me diga meu caro, quando na história da humanidade houve saltos qualitativos tecnológicos e sociais sem presença forte do Estado, desde a China Antiga?

    Obs. Não inventei nenhum termo. Adivinhe o que estou lendo….

  13. Luiz, Luiz. De que estratégia você fala? Tenho eu lá culpa de você desconhecer os conceitos do objeto da discussão? Ignorando os conceitos, você perde o direito de questionar. Simples assim.

    Ainda bem que você, pelo menos, tem vergonha na cara para admitir que não sabe o que é um cálculo econômico. Sinceridade é sempre bom.

    Trata-se de um príncípio de economia. Grosso modo, é como se aplica o valor das coisas.

    Assim, o debate acaba aqui. Não dá pra discutir com quem ignora os conceitos do objeto de discussão.

    Mas fiquei curioso com uma coisa: já que não sabes me explicar como se dá o cálculo econômico numa economia planificada, por favor, pelo menos me explique o teu conceito de socialismo.

  14. Uma coisa passou desapercebida e é importante salientar. O professor Luizinho fala de liberalismo bonapartista. Ou seja: confunde o liberalismo iluminista com o liberalismo econômico, um erro crasso e infantil que só se explica pelo desconhecimento.

    Outro ponto interessante, deixa clara a sua ignorância da história política e econômica do Brasil e da AL. Trata-se da afirmação infeliz de que na América Latina, “TODOS os planos econômicos e governos desde há no mínimo 40 anos estão nas mãos de grupos de interesse ligados ao capital”. Ora, é uma afirmação ambigüa e, no contexto, sem pé nem cabeça. O PT, por exemplo, mostrou que tem interesses ligados ao capital.

    Mas o interesse ligado ao capital pode ser outra coisa, afinal, qualquer país que pretende se desenvolver, deve gerar riqueza, desde que seja de forma clara e justa no que tange às leis. Mas o professor Luizinho quer alinhar o crime ao liberalismo econômico, como se gerar riqueza fosse a mesma coisa que desviar dinheiro público ou montar esquemas de corrupção. Isso é tão atroz e idiota que só pode sair de uma mente doentia.

    E nos últimos quarenta anos, o que vimos foi a queda do acúmulo do capital na América Latina, com crescimentos pífios da economia, salvo alguns países como o Chile, por exemplo, que, na época de Pinochet, adotou algumas ações de uma política econômica liberal, que nem a socialista Bachelet ousa mudar. Nem é doida o bastante para esculhambar uma ordem econômica que está dando certo e garante boa vida aos chilenos, em detrimento do empobrecimento dos países vizinhos que pegaram caminhos contrários.

    No Brasil, Roberto Campos ,Otávio Bulhões, e Eugênio Gudin, foram os únicos liberais a chegarem aos cargos de ministros da área econômica desde Joaquim Murtinho que foi ministro da fazenda de Campos Sales.

    E o que vimos no decorrer dos anos é um agregado de responsabilidades estatais e a total intervenção na economia. Só aí já demonstra que o Brasil nunca optou por uma política econômica liberal. Pelo contrário. E convém lembrar que uma economia estadista é própria das idéias socialistas, que priorizam os interesses da sociedade sobre os dos indivíduos, defendendo a substituição da livre-iniciativa individual pela ação coletiva, tanto na produção de bens, quanto na repartição da renda. E o órgão regulador dessa macarronada é o Estado. Grosso modo, é a absorvição do poder econômico pelo poder estatal (e a carga tributária prova isso). E não é mesmo àquilo que Marx pregava? Que a partir do processo de eliminação das formas de propriedade privada sobre os meios de produção e a propriedade fundiária, elas passariam a pertencer ao Estado com o processo de centralização e estatização da economia nacional? Aliás, ele mesmo apontava que tudo seria de forma gradual e se iniciava com o aumento da carga tributária.

  15. Christian
    atualmente estou interessado nos escritos do antropólogo americano Robert Putnam sobre capital social.

    OBs. Esse você não vai encontrar na conservapedia.

  16. Verdade, Putnam é tão raro e dirigido a mentes tão brilhantes que não é encontrado em qualquer lugar, só lá na americanas ponto com.

    Não passa de um inventor de termos. Diz lá que Capital Social representa as caracteristicas das organizações sociais, tais como confiança, normas e sistemas que aumentam a eficiencia de uma sociedade.

    Voilà! Mas não é nada novo. Nada que o Adam Smith, é, aquele da mão invisível, já não tenha abordado de forma definitiva em A Riqueza das Nações. E analisado, de forma prática, por Peyrefitte, em A Sociedade de Confiança.

    A confiança é a base do capitalismo e a organização do estado de forma justa e eficiente tem a ver com conservação de valores, não pela sua destruição.

    As pessoas têm que parar com essa bobagem de “social”, de que o motor da história é a ação social. Não é. Mesmo porque uma ação social deve primeiro ser pensada por um indivíduo. Ele a explana por livre iniciativa individual e depois cada indivíduo do grupo acrescenta suas idéias individuais. Ou seja: até a ação social, de grupos, é movida pela livre iniciativa individual.

  17. Chiuso:

    O Putnam não é encontrado na conservapedia nem em bases deste naipe simplesmente porque não se limita à concepção medieval cristã de moral e sociedade, tão cara aos conservadores ou neo-cons (antiga direita macartista). E muito menos ao individualismo ingênuo e destruidor do Adão Smith. Para Putnam e aos teóricos do capital social, como Bourdieu, a ação individual não tem sentido se não for contextualizada em sua devida rede de inter-relacionamentos pessoais e institucionais. E repito: isso é uma discussão superada na antropologia desde a década de 40 quando inclusive surgem os primeiros trabalhos consistentes de psicologia social. A supremacia da ação coletiva sobre a individual pode ser comprovada até matematicamente pela teoria dos grafos.

    E você deve estar frequentando poucas livrarias. Aqui está o link da livraria cultura para você ver que o Putnam não é nem de longe figurinha fácil nas estantes do Brasil.

  18. Luiz, um trechinho de Adam Smith, o superado:

    “…cada indivíduo necessariamente trabalha para obter um resultado da sociedade,tão grande quanto possa.
    Em geral, ele nem pretende promover o interesse público, nem sabe o quanto o está promovendo.
    Pretende, apenas, seu próprio ganho e é, neste e em muitos outros casos, levado por uma mão invisível a promover um fim que não era parte de sua intenção.

    A Riqueza das Nações 1723.

    Fiz questão de te trazer a tal mão invisível dele, que você tem tanta obsessão.

    Coisas que pra você são novas, já foram ditas, analisadas e na maioria dos casos descartadas. E coisas antigas que vigoram até hoje, você acha que já foram superadas. Deixe de ser ridículo. Não sabe economia, nem história, tampouco filosofia. Agora quer discutir antropologia? Já não acha que fez papel ridículo demais por aqui?

    E o teu guru tá lá nas plateleiras da americanas ponto com, sim senhor!!!!!

    http://www.americanas.com.br/cgi-bin/WebObjects/BookStore.woa/wa/artist?artistId=36586

    Afinal, vender livros é uma atividade capitalista… ehhehe

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