Lixo libertário

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Discussão relevante às vésperas do Dia das Mães.

Uma idéia muito comum entre os defensores do aborto é aquele argumento pretensamente libertário que diz que a mulher deve ter o direito de decidir o destino do feto.

Suponhamos que esta idéia não seja estapafúrdia em si e não represente uma completa deformação da própria noção de direito. Em outras palavras, vamos dar um crédito a uma idéia que não merece crédito algum. Prossigamos.

Recebo, por e-mail, a seguinte mensagem:

A ÚNICA pessoa que pode condenar o aborto é a mulher que está grávida. Porque ela é a ÚNICA que pode levar adiante, ou não, a sua gestação. Ninguém deve ter poder de obrigá-la a abortar, ou não… Querer impor a esta mulher qualquer opinião diferente da sua é típico de Estados totalitários e de pessoas intolerantes!

Não, não é a ÚNICA. O aborto não é realizado pela mãe sozinha. Se o aborto pudesse ser realizado sem ajuda de outras pessoas, como o suicídio, não haveria por que discutir proibições e permissões. É justamente a dimensão social do aborto — o fato mesmo da necessidade de ajuda nesta tarefa abominável — que o torna imoral e censurável.

Se uma mulher quer realmente matar seu filho, ninguém poderá impedi-la, é claro. O cúmulo da assholeness é querer ajuda do Estado e aprovação da sociedade para isso.

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