Sobre o catolicismo e o anticatolicismo


Fonte original da imagem, aqui

O problema da Igreja Católica é que os anticatólicos são mais crentes, mais praticantes e mais atentos às palavras do Papa do que os católicos. Bastaria inverter o sinal e os anticatólicos seriam o rebanho perfeito.

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É lógico que a Igreja será sempre contra a modernidade. Se você é católico, você conhece e segue a doutrina cristã (eu me refiro ao kit completo, não apenas a ir à missa aos domingos). Se você conhece e segue a doutrina cristã, sabe que a modernidade é desnecessária e, no mais das vezes, algo bem asqueroso.

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Também é lógico que a modernidade será sempre contra a Igreja. A fé em Nosso Senhor Jesus Cristo é uma das poucas coisas que impedem que o mundo se torne um caos total — exatamente como desejam os moderninhos, num mundo de aborto, drogas e ideologia gay. (obs.: esta frase explica o que eu quis dizer com modernidade)

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Por este mesmo motivo é que o Rei de Pindorama fez questão de reafirmar o Estado laico. Ele tremeu com a presença do Santo Padre. Ah, tremeu.

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“Mas a Inquisição…”. Você realmente conhece a história da Inquisição? Você sabe algo sobre a Inquisição além daquilo que lhe foi transmitido no colegial?

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“Ah, mas a Igreja deveria permitir o uso de preservativo”. É mesmo? Se você não é católico, faz diferença?

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Eu não discuto mais com anticatólicos. Eu pergunto apenas: “você é católico?” Por que raios esse pessoal se preocupa tanto com o que a Igreja Católica determina? Por que raios esse pessoal acha que é com eles?

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9 comentários sobre “Sobre o catolicismo e o anticatolicismo

  1. Não sou católico, mas nessa discussão eles têm razão. Quem não se molda às leis cristãs, ou procure uma religião que se molde a ele; ou viva sem se preocupar com o assunto.

    Discutir religião é coisa de gente tonta. Os cristãos têm fé, não precisam provar nada. Já os ateus mais parecem que estão loucos para acreditarem em alguma coisa, com essa vontade toda de exigir provas da existência de deus.

    Agora, faz diferença? O ateísmo é quase uma religião!

  2. Tá legal. Você está correto. Os não-católicos não deveriam se importar quando a igreja determina algo. Afinal, ela o está fazendo para OS SEUS FIÉIS (católicos).

    Mas o inverso também deveria ser válido. Os católicos deveriam parar de importunar a indústria do cinema toda vez que sai um filme polêmico; ou um desenho novo dos Simpsons; uma marca de refrigerante; uma nova canção da Madonna; enfim, tudo que os católicos DISCORDAM.

    Se você é um católico convicto, por que dar atenção à isto? Cristo não é exclusivo dos católicos. Mas respeito sempre é bom, isso conta também.

    No mais, valeu pelo blog, leio todos os dias!

    Abraços!

  3. Christian,
    também acho engraçada essa intromissão cética. Ficam achando as palavras do Ratzinger “duras”, quando ele está simplesmente comentando sacramentos e virtudes cristãs.
    Abraço,
    Gabriel Filártiga.

  4. Maikel,

    obrigado por me acompanhar com freqûencia. Seja sempre bem-vindo.

    *
    Sobre seu comentário:

    depende do que você chama de “importunar”. De fato muitos religiosos (inclusive católicos) conseguem ser insuportáveis às vezes. Mas uma marca comum aos cristãos é que há sempre a chance e o espaço para sair correndo de perto de nós.

    Os católicos criticam filmes ou programas de TV na medida em que estas manifestações falam diretamente de sua fé. Madonna presa a uma cruz estilosa num show de música pop, por exemplo, não é uma citação genérica e inocente à espiritualidade humana. É uma menção direta ao cristianismo. É, como você mesmo disse, criar polêmica. E polêmica merece crítica e resposta.

  5. É “importunar” nesse sentido mesmo. Em todas as intituições (católicas, evangélicas, seculares) existe gente chata e hipócrita, que sai pra criticar quando faz tudo diferente do discurso.

    Isso fere o cristianismo e não o catolicismo. Mas está certo os católicos saírem em defesa da fé.

    Uma coisa legal que eu percebi durante a visita do Papa foi a imutabilidade das tradições católicas. Não querendo discutir os méritos papais, se Pedro foi mesmo o primeiro Papa e etc, mas sim a consistência de uma fé elaborada a quase 2000 anos! Enquanto isso, o povo brasileiro vai sofrendo na mão de pseudo-evangélicos que se auto intitulam “bispos” e apóstolos, enquanto que a igreja católica, com os seus defeitos (como QUALQUER outra instituição religiosa), se mantém imutável e coerente com seus preceitos.

    O que mais posso dizer? Gostei da visita do Papa. Acho que trouxe um pouco mais de esperança pra nossa sofrida gente.

    Abraços Christian!

    P.S.: essa palavra de verificação não muda nunca! Rss…

  6. Apenas para questionar um comentário feito:

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    Eu não discuto mais com anticatólicos. Eu pergunto apenas: “você é católico?” Por que raios esse pessoal se preocupa tanto com o que a Igreja Católica determina? Por que raios esse pessoal acha que é com eles?

    E a conversa de que não existe salvação sem passar pela igreja, não é direcionada aos não simpatizantes do cristianismo?

    Comentando uma segunda colocação:

    Discutir religião é coisa de gente tonta. Os cristãos têm fé, não precisam provar nada. Já os ateus mais parecem que estão loucos para acreditarem em alguma coisa, com essa vontade toda de exigir provas da existência de deus.

    Agora, faz diferença? O ateísmo é quase uma religião!

    Acho que na realidade não somos nós, ateus, que ficamos atormentando os cristão querendo provas, mas sim os cristão que tentam nos convencer que existe o tal ser superior toda as vezes que descobrem a presença de um ateu.
    E não, ateísmo não é religião, o que ocorre é que a grande maioria dos ateus é cientista ou simpatizante do método científico, e sendo assim busca verificar a veracidade dos fatos colocados quando alguém tenta provar a existência de algum ser superior.
    E, mesmo sendo ateu, acredito que a fé pode “mover montanhas”, mas apenas a fé e não um ser superior.

    Resumindo:

    Não seria melhor deixar esse tipo de discussão e permitir que cada um viva com sua fé, ou sem ela?
    Creio que o ideal seria que os líderes religiosos se pronunciem apenas para seus fiéis, deixando os descrentes, ou pessoas com fé diferente, seguirem suas próprias doutrinas, usando o poder de mover as massas religiosas para ajudar as pessoas ao invés de ficar usando esse poder para criar impérios em nome de um ou outro deus.

  7. RLMS,

    1) Concordo com você quando pergunta “Não seria melhor deixar esse tipo de discussão e permitir que cada um viva com sua fé, ou sem ela?”. Na verdade esse tipo de discussão pretende — em vão, admito –, mais do que converter ateus, descobrir quem lançou a primeira pedra. Algo me diz que os dois lados merecem críticas e questionamentos incisivos.

    2) E, mesmo sendo ateu, acredito que a fé pode “mover montanhas”, mas apenas a fé e não um ser superior.
    Não seria isso uma espécie de budismo? Cairíamos num tópico extenso sobre o que é a fé e se ela pode ser entendida independentemente da religiosidade. E em seguida surgiria algo como “o que é religiosidade?”. Temas para reflexão, talvez não para discussão.

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