Roberto Campos vs. Marco Aurélio Garcia

Marco Aurélio Garcia e Roberto Campos

Os vídeos deste post mostram Roberto Campos no Programa Roda Viva, da TV Cultura. Marco Aurélio Garcia é apresentado no programa como representante da Unicamp e do PT. Roberto Campos foi recebido no programa como liberal, palavra que naquela época já era usada como xingamento. O PT ainda não estava no poder, mas quase lá. Aparentemente o programa foi gravado em 1997. Grande parte da retórica petista voltava-se contra as privatizações do governo FHC.

A entrevista com Roberto Campos é interessante e atual por quatro motivos:

1) Naturalmente, o duelo entre um irritado Marco Aurélio Garcia (que, como todo petista àquela época, não engolia o governo FHC e mordia os próprios cotovelos por isso) e o sábio e calejadíssimo Roberto Campos.

2) O fato de Garcia e Campos representarem, respectivamente, duas correntes opostas: liberalismo e petismo. Fica bastante evidente o abismo que separa uma coisa da outra. Sim, eu sei que é como comparar a obra de Aristóteles com uma corneta.

3) A reestatização/desprivatização da Vale. Durante a entrevista Garcia questiona Roberto Campos sobre as privatizações. Depois de uma boa sessão de chinelada, Garcia vai dormir de bunda quente e sem janta.

4) A principal bandeira do petismo — a distribuição de renda — é colocada abaixo por Campos, que explica a estupidez que é distribuir renda com base na hipertrofia tributária. O Governo tem (must) que se limitar ao mínimo e essencial, não agir como uma espécie de Robin Hood do mal, que rouba dos ricos, dá aos pobres e fica com 40%.

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Links para os vídeos com trechos da entrevista de Roberto Campos ao Roda Viva:

Roberto Campos vs. Marco Aurélio Garcia
Sobre distribuição de renda – parte 1
Sobre distribuição de renda – parte 2
Sobre reforma agrária
Sobre o estado neolítico

(meus agradecimentos ao Diogo pela dica)

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3 comentários sobre “Roberto Campos vs. Marco Aurélio Garcia

  1. Eu tenho dúvidas sobre isso. Tendo a pensar que o governo rouba de todos, indiscriminadamente, mas desta vez a tolerância dos ricos deve-se ao fato de que o apoio popular ao lulismo é maciço (via Bolsa Família, por exemplo) , a despeito de escândalos de corrupção, mensalão etc.

    Antes de derrubar Lula é necessário derrubar sua imagem — ainda inabalada — de defensor dos pobres e oprimidos.

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