Rebanho, a gente vê por aqui II

são jorge cerveja
Original da imagem aqui.

O que mais me chateia nas propagandas de cerveja é a idéia de que uma bebida gelada e amarga possa servir para ocasiões tão distintas como a de uma cantada bem-sucedida e a do nascimento de trigêmeos. Quem acabou de ter trigêmeos deverá se ocupar com os cuidados aos recém-nascidos. Quem teve êxito ao cantar uma moça deverá se ocupar com os passos seguintes. Imaginar que beber cerveja seja a melhor coisa a fazer nestes dois momentos e em muitos outros, todos uns diferentes dos outros, é uma estupidez descomunal.

Não digo isso porque não gosto de cerveja — que eu bebo às vezes –, mas porque, bolas, há bebidas para diversos momentos e gostos.

Eu, pessoalmente, considero o chá verde a bebida ideal para conversas íntimas ou para o recolhimento, meditativo ou não. Gosto de tomar café quando a conversa é menos pessoal e quando estou escrevendo.

Não é sempre que o corpo está pedindo uma bebida gelada. Hoje, por exemplo, um dia relativamente frio e chuvoso, prefiro o chá quente, mesmo que seja apenas para matar a sede, mesmo que não haja ninguém por perto para conversas íntimas. Além disso, bebidas quentes são mais gentis com o estômago.

Você pode preferir cappuccino ou conhaque ou água pura. Você pode beber algo mais ou menos saudável. Você pode beber cerveja, chá de manetiga (à maneira dos tibetanos) ou sake. Be my guest. Apenas não tente me convencer de que cerveja é panacéia. Apenas não tente vender a idéia de um mundo em que todos bebem cerveja. Apenas não minta.

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