Serviço de utilidade pública

indio de madeira

A Carta do Chefe Seattle — claro que você a conhece — é apócrifa.

Does it really make any difference today whether the oration in question actually originated with Chief Seattle in 1855 or with Dr. Smith in 1887? Of course it matters, because this memorable statement loses its moral force and validity if it is the literary creation of a frontier physician rather than the thinking of an articulate and wise Indian leader. Noble thoughts based on a lie lose their nobility. The dubious and murky origins of Chief Seattle’s alleged “Unanswered Challenge” renders it useless as supporting evidence. The historical record suggests that the compliant and passive individual named Seattle is not recognizable in the image of the defiant and angry man whose words reverberate in our time.

Por caridade, observem a data do artigo: 1985. Mais de vinte anos depois continuamos a render loas a uma lorota. Eu já fiz isso; não faço mais.

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2 comentários sobre “Serviço de utilidade pública

  1. A PALAVA DO GRANDE CHEFE
    UMA ADAPTAÇÃO LIVRE, POÉTICA
    E ILUSTRADA DO DISCURSO DO CHEFE SEATTLE
    Adaptação:MAURICIO NEGRO e DANIEL MUNDURUKU
    Ilustrações:MAURICIO NEGRO
    LANÇAMENTO
    20ª BIENAL INTERNACIONAL DO LIVRO DE SÃO PAULO

    Não tire conclusões apressadas. O documento poético traz uma revisão simbólica do famoso pronunciamento, que espelha a visão arquetípica dos povos autóctones, cuja cultura tem na natureza seu chão. Este depoimento histórico e periodicamente recriado através dos tempos é conhecido como “A Carta do Chefe Seattle”. Corria o ano de 1854 e o então presidente dos Estados Unidos, Franklin Pierce – para acomodar os anglos-europeus que chegavam à América para ocupar as terras onde atualmente situa-se o Estado de Washington –, fez uma proposta aos povos indígenas Duwamish e Suquamish para comprar seu território. Em contrapartida oferecia a concessão de uma outra reserva.
    A resposta do líder, Noah Sealth, mais conhecido como Chief Seattle, ao grande chefe de Washington, acabou se transformando em um valioso documento que ainda hoje, há mais de cento e cinqüenta anos, impressiona e emociona por sua surpreendente contemporaneidade. É um dos mais belos e profundos manifestos já apresentados em defesa do meio ambiente. Um discurso memorável, límpido, incisivo e de uma extraordinária força poética e percepção do sagrado na natureza. Alguns contestam sua veracidade ou integridade, mas o discurso se tranformou num amálgama de uma expectativa global, de utopia consensual nessa época de pequenos chefes, crise de valores e fragilidade mitológica.
    A Palavra do Grande Chefe que a Global Editora acaba de levar às livrarias é uma adaptação livre, poética e ilustrada do discurso do Chefe Seattle, em que os adaptadores, Mauricio Negro e Daniel Munduruku, por meio de um texto claro e de belíssimas e inovadoras ilustrações, recuperam as proféticas palavras do grande líder.

    + informações em:http://negroatividade.blogspot.com/

    “— A terra não pertence ao homem. O homem a terra pertence.
    E tudo está interligado, como o sangue que une uma família.
    O que atinge a terra atinge os filhos da terra.
    Pois não foi o homem que teceu a trama da vida.
    Ao contrário, por ela foi tecido.
    E o que fizer à trama fará a si próprio”.

  2. Não sejamos hipócritas, Jesus Cristo histórico inexiste. Nem por isso, sem legado mítico poderoso e influente pode ser desprezado. Ao contrário, a dúvida nos move.

    O que conta aqui é a expectativa consensual, o substrato coletivo, o amálgama arquetípico. Não se precipite no julgamento, portanto. O depoimento histórico e periodicamente recriado através dos tempos é conhecido como “A Carta do Chefe Seattle”. Corria o ano de 1854 e o então presidente dos Estados Unidos, Franklin Pierce – para acomodar os anglos-europeus que chegavam à América para ocupar as terras onde atualmente situa-se o Estado de Washington –, fez uma proposta aos povos indígenas Duwamish e Suquamish para comprar seu território. Em contrapartida oferecia a concessão de uma outra reserva.
    A resposta do líder, Noah Sealth, mais conhecido como Chief Seattle, ao grande chefe de Washington, aca-bou se transformando em um valioso documento que ainda hoje, há mais de cento e cinqüenta anos, impressiona e emociona por sua surpreendente contemporaneidade. É um dos mais belos e profundos manifestos já apresentados em defesa do meio ambiente. Um discurso memorável, límpido, incisivo e de uma extraordinária força poética e percepção do sagrado na natureza.
    A Palavra do Grande Chefe que a Global Editora acaba de levar às livrarias é uma adaptação livre, poética e ilustrada do discurso do Chefe Seattle, em que os adaptadores, Mauricio Negro e Daniel Munduruku, por meio de um texto claro e de belíssimas e inovadoras ilus-trações, recuperam as proféticas palavras do grande líder.

    + informações em:http://negroatividade.blogspot.com/

    “— A terra não pertence ao homem. O homem a terra pertence.
    E tudo está interligado, como o sangue que une uma família.
    O que atinge a terra atinge os filhos da terra.
    Pois não foi o homem que teceu a trama da vida.
    Ao contrário, por ela foi tecido.
    E o que fizer à trama fará a si próprio”.

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