Siga o mestre

morihei ueshiba koichi tohei

Pesquisas demonstram — eu odeio começar um texto assim, mas vamos lá — que a memória retém apenas 30% daquilo que ouviu falar e cerca de 70% daquilo que viu. Estas porcentagens passam para algo em torno de 80% ou 90% para explicações que envolvem demonstrações, para a observação de ações e procedimentos.

Portanto: ensina-se pela palavra, mas aprende-se realmente pelo exemplo. Os grupos, famílias, escolas, universidades e países que perceberam isso se deram bem — constituíram-se, solidificaram-se e cresceram.

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Se existe o Mal, ele se chama originalidade. A originalidade tem em si a idéia de que se deve buscar o que é novo e diferente antes de se buscar o que é bom, verdadeiro e justo. Mas o que pode haver de mais original hoje do que buscar o que é bom, verdadeiro e justo?

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Uma das coisas mais encantadoras das artes japonesas — o Aikido, inclusive — é a excelência através da mediocridade. O discípulo não precisa superar o mestre, não precisa ir além de seus ensinamentos, muito menos desafiá-lo. Não é uma relação de amor e ódio. É uma relação branda em que os próprios desejos e as próprias pretensões não têm lugar. Para um mestre há poucas diferenças entre a arte que ele produz, a lição que ele transmite e a pessoa que ele é. A excelência vem da percepção da unidade desses três elementos.

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