Primeira pessoa do singular

O problema

O automóvel e os fenômenos que dele decorrem (poluição, congestionamentos e acidentes)

O tratamento dado ao problema

Esquerda revolucionária:
Precisamos fazer uma manifestação e forçar a aprovação de leis que proíbam o uso de carros.

Esquerda democrática:
Os carros trazem problemas para a sociedade e seria bom reduzir o seu uso, vocês não concordam?

Direita:
Acho que hoje vou sair de bicicleta.

A conclusão

woman in a car
Somos todos iguais.

cyclist
Eu sou única.

*
Originais das imagens aqui e aqui.

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4 comentários sobre “Primeira pessoa do singular

  1. Christian, apesar de ser de direita eu não concordo que a atitude da pessoa de direita seja “hoje eu vou sair de bicicleta”. No geral seria algo mais no sentido “o carro é meu, eu estou no meu direito legítimo de usá-lo”. Na maioria das pessoas conservadoras, noto uma tendência a acreditar que não precisamos de cuidados com o meio ambiente, pois supostamente a ciência sempre consegue resolver as coisas, e que a produção e bem estar material imediato das pessoas (perspectiva de curto prazo) é mais importante do que preocupações com o ambiente onde vivemos. Entendo também que você seja uma exceção nesta história.

    Não advoco que a esquerda tenha alguma solução para algo, basta ver a situação ambiental calamitosa em que a China se encontra, mas também acreditar que tenha muita gente na direita com educação e consciência ambiental é um exagero.

    Se em um próximo texto puder elaborar mais a respeito para que possa entender o seu raciocínio seria legal :)

    Abraço,

  2. Man…
    Eu me enquadro na primeira opção, quando perco meu fretado, subo a serra de expresso brasileiro, chego na rodoviaria do jabaquara, ando até a engenheiro corbisier, e pego um maldito de um micro-onibus até a chucri-zaidan (vulgo continuação da berrini), as 8 da manhã, horário em que todos os cidadãos de classe, média, média-baixa e baixa estão correndo atrás do seu pão.

    Não que eu optaria pela segunda opção (ao menos não em São Paulo), mas se as distâncias fossem menores optaria pelas pernas mesmo.

  3. Lookkas,

    pra esclarecer alguns pontos — cujos detalhamentos foram propositalmente deixados em segundo plano –, digo que concordo com você quando diz que a direita não prima pelo altruísmo e pela consciência ecológica.

    O que difere o pensamento de esquerda do pensamento de direita é precisamente o fato de o primeiro partir sempre do coletivo. Não significa necessariamente, que a direita seja sempre individualista, tampouco significa que a esquerda se resuma aos coletivismos. O que quero dizer é que com uma terrível facilidade, entre os esquerdistas, tudo é reduzido a palavras-chave tais como “coletivo”, “sociedade”, “classe”. A esquerda não reconhece indivíduos e não percebe que a maioria das questões que lhes afligem se resolvem na escala de uma única pessoa, real, de carne e osso.

    Todo o problema está em não perceber a realidade, em inventar abstrações e tomá-las em lugar da realidade mesma.

    Fácil perceber que a direita não tem consciência ecológica, tampouco chega a ser um exemplo de virtude. Mas se é possível ter consciência e tornar-se um exemplo para outras pessoas, estas coisas exigem realismo e respeito ao indivíduo, qualidades que nunca existiram na esquerda.

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