Crenças

jesus christ

Existe um desejo doentio de desacreditar a Bíblia com o pretexto de que não existe comprovação de que nada que ali está escrito tenha de fato acontecido. As maiores polêmicas ocorrem em torno da vida de Jesus Cristo, que, muitos dizem, não teria existido e poderia ter sido, ao invés, uma invenção de um grupo de pessoas interessadas em criar um símbolo suficientemente admirável para sua igreja.

Não há evidências de que Jesus Cristo não tenha existido, a despeito das esporádicas gritarias dos anticristãos. Há pelo menos uma evidência de que ele tenha existido — o Novo Testamento. É preciso muita maldade para confiar mais nas gritarias do que no Novo Testamento.

Dir-me-ão que é questão de crença. Pois que seja. Pode-se analisar também aonde leva cada uma das crenças. Faça sua experiência. Acredite em quem se opõe a Cristo e diga-me aonde essa crença o levou. Depois, confie no que dizem os Evangelhos, nas palavras de São Paulo e diga-me aonde essa crença o levou.

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“E por que me chamais: Senhor, Senhor, e não fazeis o que eu vos digo? Todo aquele que vem a mim, e ouve as minhas palavras, e as pratica, eu vos mostrarei a quem é semelhante: É semelhante ao homem que, edificando uma casa, cavou, abriu profunda vala, e pôs os alicerces sobre a rocha; e vindo a enchente, bateu com ímpeto a torrente naquela casa, e não a pôde abalar, porque tinha sido bem edificada. Mas o que ouve e não pratica é semelhante a um homem que edificou uma casa sobre terra, sem alicerces, na qual bateu com ímpeto a torrente, e logo caiu; e foi grande a ruína daquela casa.” (Lc 6: 46-49)

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Original da imagem aqui.

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2 comentários sobre “Crenças

  1. se as pessoas conseguissem achar charmosa a fatia abstrata dos ensinamentos de um cara como jesus, seria um mundo bem mais legal. o ponto é que eu fico mais parecido com um santo quando uso uma túnica bíblica, e não se procuro entender seus ensinamentos, não raro edificantes.

  2. Feliz ou infelizmente, esse não é um problema das religiões ou de uma religião específica.

    Seja como for, costumo acreditar que “de dentro vem o que por fora se revela”: se o sujeito se veste como santo e age como tal, provavelmente ele é santo, ou está mais próximo da santidade do que outras pessoas. Não existem santos vermelhos, com rabo pontudo e tridente na mão.

    Todo o problema está em crer que as aparências bastam para atestar a santidade alheia e, principalmente, nos religiosos que “não lêem o manual”.

    Como diz aquela prece judaica, uma das virtudes mais valiosas é a visão — saber ver e distinguir as coisas. Ou, como disse o jesuíta uns posts atrás, a sindérese.

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