Uma guinada de 360 graus

transferidor

Ouço ao longe um sujeito discursar numa convenção partidária em minha cidade. Ele fala que é necessário dar uma guinada de 360 graus na condução dos interesses públicos (ele usa outra expressão, que eu fiz o favor de esquecer) e raramente consegue concordar sujeito com o verbo. É candidato a vereador.

Mesmo que eu suponha que ele está fingindo ignorância — porque os semelhantes se atraem e é necessário conquistar pelo menos os votos das pessoas que participavam da convenção —, lembro que a fala é sempre uma extensão daquilo que há dentro do indivíduo. Se ele fala errado por ignorância, estamos diante de um candidato ignorante. Se ele fala errado por fingimento, estamos diante de um candidato fingido. Nos dois casos nós… bem, você já sabe.

As coisas ficam um pouco mais sérias quando percebo que quase todos os candidatos falam errado e que ninguém percebeu o problema da “guinada de 360 graus”, o que me leva a crer que o que ouvi não era exceção, mas regra.

Socorro.

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Imagem obtida aqui.

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2 comentários sobre “Uma guinada de 360 graus

  1. O mais incrível meu querido amigo é que eu também ouví tamanha infâmia e que ao comentarmos com um cidadão ilhabelense o mesmo não se tocou da gafe, e tão pouco com o problema que isso traz.
    Pois é coisas de Ilhabela, emfim coisas do Brasil.
    PS: Parabéns pelas matérias

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