Solve et coagula II

lula gls

Não se deixe enganar pelos bons samaritanos que hoje se mobilizam em benefício das minorias. Primeiro porque ser minoria não atesta a miséria ou a opressão do indivíduo. Ser minoria significa apenas fazer parte de um grupo númerica e relativamente pequeno. Minoria é panfleto, bandeira e palavra de efeito na boca desses mequetrefes. Não existe miséria onde as pessoas fazem três refeições ao dia e não existe opressão onde qualquer pessoa pode sair à rua para expressar qualquer idéia, por mais idiota ou nula que seja.

Em segundo lugar, porque a mobilização em benefício das minorias acontece em detrimento das pessoas que não fazem parte delas. É justo ajudar pessoas necessitadas, mas não é justo que isso ocorra com prejuízos aos direitos de quem mal sanou as próprias necessidades.

Estas duas razões ajudam a compreender o perigo das ações afirmativas.

O discurso ácido dos grupos de defesa dos negros força a barra para esconder as contradições contidas nas expressões «direitos dos negros», «consciência negra» e «cultura negra». Estas expressões pressupõem, por exemplo, que justiça e direito podem depender da cor da pele e de outros atributos que não definem a condição humana, mas apenas a condição de parcelas da população. A ação desses grupos não é pautada pela consistência de sua causa — que, como se nota, não suportaria o mínimo exame — mas pela capacidade de esconder aquelas contradições e mantê-las afastadas das discussões e dos noticiários. Se ninguém se preocupar com elas, se ninguém percebê-las, não haverá nenhum problema em elaborar discursos e executar ações com base nelas. Não haverá, a partir daí, qualquer problema em reconhecer um negro antes como negro e depois como pessoa, submetendo a própria condição ao humana aos critérios raciais. Ao fim, pode-se argumentar sempre que os responsáveis pela empulhação não são aqueles que vendem essas idéias, mas os crédulos que as aceitam e as aprovam sem examiná-las.

Vende-se a idéia de que todo mestiço que tenha algum traço de negritude é negro necessariamente — mesmo que se saiba, desde o ensino fundamental, que todo mulato descende de branco e negro e, portanto, é metade branco (admitindo que haja alguma sensatez em estabelecer quantidades na composição racial de um mestiço). Para resolver os casos mais difíceis, aqueles em que a cor da pele não é suficientemente negra ou suficientemente branca, recorrer-se-á a comissões que avaliarão se o sujeito é negro e se está apto a beneficiar-se das cotas racistas — digo, raciais.

Situação idêntica é a dos grupos de defesa dos direitos dos homossexuais. Como no caso dos negros, a expressão «direitos dos homossexuais» é um oximoro. Mas, diferentemente dos negros, o que se usa como critério não é a cor da pele, mas a opção sexual do indivíduo. Quem defende os direitos dos homossexuais pressupõe que a opção sexual pode ser usada para elaborar leis que privilegiem especificamente. Não, não pode.

Trata-se de um total absurdo jurídico. O homossexualismo (ou homossexualidade) é uma condição que não pode ser atestada senão pelo próprio indivíduo homossexual. Legisladores não vêem qualquer problema no fato de que basta o sujeito declarar-se homossexual para beneficiar-se com as novíssimas leis, que poderão ser usadas inclusive para processar quem queira duvidar da auto-declaração.

Isto é o que ocorre hoje com várias outras minorias e outros temais sociais polêmicos. Na Inglaterra, por exemplo, criam-se cada vez mais concessões para os migrantes islâmicos sem que se perceba que o preço disso são os princípios que permitiram que o país desenvolvesse condições de receber inclusive esses migrantes.

O resultado das ações afirmativas é um só: a dissolução da sociedade. Através das ações afirmativas, pessoas dividem-se em grupos, minorias, castas, clás e exigem para si mesmas a concessão de direitos especiais argumentando que sofrem precisamente porque são minorias — e, portanto, são oprimidas e desprivilegiadas.

No caso brasileiro, com a pressão de grupos de defesa de negros e homossexuais, cria-se a novíssima divisão racial e sexual da sociedade, ainda que a Constituição Federal determine a igualdade universal. Leis que hoje determinam direitos e deveres dos cidadãos, independentemente de cor ou opção sexual, são desbotadas pela criação de várias legislações especiais — assim é o PL 6.418/2005, a chamada lei anti-homofobia.

Ainda mais preocupante é o fato de que o que determina a condição necessária para se beneficiar com legislações especiais não é uma condição universalmente aceita de humanidade, mas em condições auto-declaradas ou critérios confusos e subjetivos — o que equivale, como se pode notar, a escrever essas leis com base nesses critérios.

Cria-se desta forma a idéia de que todos são diferentes perante a lei. Destrói-se desde dentro as leis e os princípios que permitiram que houvesse alguma liberdade, alguma igualdade e alguma ordem neste país. Quem disse que todos são iguais perante a lei não imaginava que as coisas pudessem chegar ao ponto que chegaram: a sociedade cada vez mais dividida em grupos, cada qual exigindo leis que, se aprovadas, arruinarão cada vez mais as leis que sustentam a já frágil igualdade dos indivíduos.

Com o tempo esses grupos não se reconhecerão como iguais e entrarão num conflito tal que apenas o Estado que criou essa divisão será capaz de manter a ordem. Os direitos eventualmente conquistados com as ações afirmativas não compensarão a tragédia de uma sociedade dividida e organizada pela força do Estado, mas esses grupos continuarão achando, por muito tempo, que deram uma lição à maioria opressora, branca e de olhos azuis.

***

Leia também:
Consciência negra
Igualdade racial para quem?
Uma lei e suas conseqüências

.
link da imagem

Anúncios

14 comentários sobre “Solve et coagula II

  1. teu texto, irretocável, me remeteu a uma lembrança que eu tenho do filme hotel uganda: ele frisa bastante que as diferenças entre os grupos de negros que se enfrentam foram inicialmente desenvolvidas pelo colonizador, que era belga, se não me engano. a partir das definições iniciais, os grupos criaram uma real divisão de castas e os conseqüentes conflitos advindos da distância entre eles.

    sinto-me um estranho num planeta habitado por pessoas que se esforçam tanto em ser diferentes umas das outras: dividem-se por torcidas, gostos, preferências sexuais, arte marcial que praticam, guru que adoram, e por aí vai. será que é tão ruim assim ser você mesmo e por conta própria?

  2. Belíssimo texto. No entanto, penso que se a lei é para todos, porque ela não está de fato sendo aplicada para todos. A luta das minorias que o texto cita é para que a lei seja cumprida, mas uma vez que não, acabam-se criando outras leis, numa espécie de ênfase à lei anterior a essas.

    Parece confuso, eu sei. O que importa é que no momento em se legislar para todos, esses tipos de problemas começarão a desaparecer.

    No caso específico da cota racial, incomoda-me muito que alguém mereça mais ou menos uma vaga dependendo do tom da pele. Até tenho sido tolerante com relação a cotas para quem estudou em escolas públicas, mas só porque não acontece uma reforma no ensino brasileiro.

    Estamos nos afundando em cotas e mais cotas. A qualquer momento será necessário propor cotas para quem ainda não tem cotas (como eu, que não sou negro ou pobre, mas também não sou branco ou rico). Ou seja, vai ficando cada vez mais complexa a manutenção desse sistema.

  3. Hahahahaha!
    Meu caro, esse texto só pode ser uma pegadinha do Faustão!!!
    Meu deus, é muita baboseira junta!!
    Eu realmente não quero acreditar que esse texto é sério. Prefiro crer com todas as forças que isso é uma piada, para não perder de vez a minha fé na humanidade…

  4. Felipe,

    «Qualquer um prefere crer a julgar por si mesmo» — Sêneca

    Quando quiser se dar ao trabalho de ler o texto e interpretá-lo, esteja à vontade para retornar e postar um crítica consistente.

  5. Interessante é que o brasileiro não se importa nem um pouquinho em esculhambar a Constituição. As leis que criam os sistema de cotas para negros ou essas outras que reservam direitos a homossexuais, ferem o artigo 5º da Constituição, que fundamenta a isonomia – “Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza…”. Portanto, inconstitucionais. Mas ninguém liga!

    Mas na verdade, tudo o que esse pessoal quer é poder e dinheiro do estado. É uma pena que algumas pessoas não se dão conta que apenas cumprem o papel de idiotas úteis.

  6. ‘No caso brasileiro, com a pressão de grupos de defesa de negros e homossexuais, cria-se a novíssima divisão racial e sexual da sociedade, ainda que a Constituição Federal determine a igualdade universal. Leis que hoje determinam direitos e deveres dos cidadãos, independentemente de cor ou opção sexual, são desbotadas pela criação de várias legislações especiais — assim é o PL 6.418/2005, a chamada lei anti-homofobia.’

    Concordo demais contigo! Por essa razão sou contra as cotas exclusivas para negros. Mas sou a favor de uma cota social: livre de cor, mas sim dependendo unicamente da necessidade.

    Não era pra haver divisão, uma vez que não existe raça e somos todos humanos, somente.

  7. Pingback: PARA LER&MEDITAR
  8. Não sei por qual razão não entrou meu comentário todo… Mas nunca é tarde! Hehehehe
    _________________

    Como disse acima, não sou a favor de cotas raciais (mas tb não carrego nenhuma bandeira contra) ‘Contra’ não seria a palavra mais apropriada, só não acho que seja ‘a’ solução; estaria muito mais pra um paliativo.

    Agora analise essa sua afirmação:

    ‘Situação idêntica é a dos grupos de defesa dos direitos dos homossexuais. Como no caso dos negros, a expressão «direitos dos homossexuais» é um oximoro. Mas, diferentemente dos negros, o que se usa como critério não é a cor da pele, mas a opção sexual do indivíduo. Quem defende os direitos dos homossexuais pressupõe que a opção sexual pode ser usada para elaborar leis que privilegiem especificamente. Não, não pode.’

    Não é questão de elaborar leis de privilégios, nenhum homossexual deseja qualquer tipo de privilégio. Deseja ser visto como cidadão e ser aceito como um, e, com todos os direitos de um. Só que o preconceito latente em nosso país faz com que os homossexuais sintam-se menos cidadãos e conseqüentemente, menos humanos. Sem dizer que o preconceito excluí, e você deve saber bem disso!
    É muito ruim a sensação do ‘não pertencimento’. Vai me dizer que você nunca sentiu isso na sua vida? Pense na sua infância, no jardim, na escola primária…Nunca sentiu esse ‘não pertencer’ em nenhum momento da sua vida? Se sim, sabe o quanto isso é destruidor. (apesar que aqui o plano é mais psicológico e não evoca direitos civis)

    Tampouco acredito que estamos criando uma sociedade dividida.

    Ah, também tem outra – E muitíssimo importante: Ninguém luta por direitos para dar liçãozinha ou enfiar algo no rabo de alguém. É muito simples, meu caro, se há luta, há única/e simplesmente por UMA razão: Igualdade.

    Concordei contigo no que diz respeito a uma ‘suposta divisão racial’, porque acredito que as coisas não deveriam ser resolvidas exatamente dessa forma (uma vez que é claro a inexistência de raça). Também não acho que qualquer sistema de ‘cotas’ deva considerar a cor da pele como requisito de agraciamento. Por isso reitero que sou a favor de cotas sociais, para os menos privilegiados (que na verdade seria a maioria, e não a minoria)

    Mas você quebra seu argumento de igualdade (cidadãos iguais) e mesmo o da questão racial logo no final do seu texto…. (Você fala de negros, homossexuais, e logo depois coloca os ‘branco de zóio azur’. Ué, não éramos todos iguais, Cristhian?)

    Deixe de ser reacionário e temer as ditas ‘minorias’…

  9. Vanessa,

    por partes:

    1) Quando falei de «maioria opressora, branca e de olhos azuis» eu estava sendo irônico e ao mesmo tempo fazendo uma menção a isto.

    2) Você já conversou com militantes das causas negra e gay? Se já, deve saber que quem realmente luta pela igualdade nesses meios é exceção. A maioria quer mesmo «reparação». O discurso em defesa de cotas raciais anula qualquer desejo de igualdade. O mesmo vale para leis contra homofobia, com o argumento de que «homofobia mata» (se mata, deve-se tratar o assassino de forma diferente porque matou um gay?). O discurso da ex-ministra da igualdade racial (sic) ilustra o que quero dizer.

    3) Observe ainda como esses grupos falam de preconceito como se isso fosse moeda corrente no Brasil. Preconceito com minorias sempre haverá, isso é relativamente comum e não há necessariamente um problema decorrente disso. O problema é usar o preconceito como conceito definitivo a respeito de uma pessoa e agir em função desses preconceitos, mas para estes casos, criminosos na maioria, já existem leis e um sistema que visa defender a dignidade humana — seja qual for a cor da pele ou a opção sexual. As leis especiais para gays e negros erram o alvo quando se propõem a derrubar o preconceito baseando-se num preconceito ainda maior: a idéia de gays e negros são especiais e merecem leis especiais por isso. Percebe a maluquice legislativa disso? Pretende-se acabar com o preconceito solidificando o preconceito através da lei. Não vejo meios de combater o preconceito com leis; só se acaba com preconceito com cultura e educação e acredito que haja alguns preconceitos que são absolutamente normais e aceitáveis (mas esta é outra discussão que deixo para depois). Para combater as ações socialmente nocivas movidas pelo preconceito, existem leis aos montes.

    4) Eu não tenho qualquer problema com as minorias. Tenho problemas com quem, a pretexto de ajudar as minorias, quer criar leis especiais e um sistema legislativo e judiciário à parte, como se os meus e os seus direitos já estivessem sendo totalmente respeitados e estivéssemos cheios de privilégios precisamente porque não somos negros ou gays.

  10. Aliás, Vanessa e Felipe,

    argumentum ad hominem aqui não (o que é isso?).

    «É de direita», «é reacionário», «está perdido» ou «é uma coleção de abobrinhas» não são exatamente argumentos. Vocês podem não gostar desses adjetivos e atribui-los a mim — é um direito. Mas usá-los como meio de invalidar o que eu disse não parece estar funcionando.

    Leiam, pensem e pensem novamente antes de comentar — daí a discussão poderá avançar, se vocês realmente tiverem algum interesse em discussões intelectualmente saudáveis.

  11. Eu sei o que argumento ad hominem, Cristhian.

    Tampouco é um sofisma a minha colocação.

    O fato de você ser um reacionário não invalida suas idéias. Não utilizei o termo de maneira pejorativa, para desprezar seus argumentos.
    É somente tão explícito analisando o que escreve.

    Você tem algum problema, sente-se mal em ser chamado de direita e reacionário? É só um ponto de identificação.
    Quando dizemos: ‘Tal cara é reacionário’ – de antemão já imaginamos ‘mais ou menos’ suas idéias.

    Considerando sua fina ironia… (Sim, o ‘branco de zóio azur’ foi argumento utilizado pela esquerda para se referir a maioria opressora)

    Mas de qualquer forma não acredito que a dita ‘minoria’ pretenda ‘dar uma lição’ em quer que seja (Poderemos rolar no ringue, mas NUNCA pensaremos da mesma forma)

    Ah, também concordo totalmente contigo; Lula foi infeliz no comentário dos ‘branco de olhos azul’. Mas bem lá no fundinho, foi tão gostoso ouvi-lo. Só que ele é presidente… Mas mesmo que abstraindo seu papel: foi um comentário que escapou, mas indevido.

    Eu não acho que haja POUCO preconceito no Brasil, acho que há é DEMAIS. Impossível que você não consiga ver!
    No Brasil, desde que os negros se viram livres, nunca houve sequer um projeto de inserção, por exemplo. Até os abolicionistas com seus argumentos de liberdade e igualdade (iluminismo), não pensaram sequer no pós.
    Sabe pra onde esse povo foi? Dá pra imaginar, né? Desde libertos passaram a viver na linha marginal. Então não me venha falar de igualdade!
    O Brasil praticamente ignorou a presença desses libertos-negros em seu território (basta você pegar exemplares de jornais ou quaisquer publicação de imprensa do final do século XIX pra notar o clima), e assim foi feito desde então. Fingiram sempre muito bem.
    ‘Fazer de conta’ sempre foi muito fácil…

    Você fala em reparação (ok!) Partindo disso, você já parou pra pensar: Ué, porque desejam reparação? Acho que o desejo de reparação vem de uma sensação de ter sido injustiçado. Mas porque sentem-se injustiçados? Seria um delírio, Christian? Não, claro que não. E isso me remete tanto a igualdade…

    Agora me desculpe, mas isso sim é uma verdadeira falácia:
    ‘Com o tempo esses grupos não se reconhecerão como iguais e entrarão num conflito tal que apenas o Estado que criou essa divisão será capaz de manter a ordem’
    Da onde você tirou isso?

    E, por fim… Mudando de opinião:
    Olho para o que você escreve e tenho a sensação de ver um meritocrata…

  12. Vanessa:

    Eu não me incomodo de ser chamado de reacionário ou meritocrata. Apenas não vejo em quê isso pode ser importante nesta discussão — porque minha condição é conseqüência do que eu penso, não o contrário. Você, por exemplo, me parece ter um perfil ideológico mais ou menos definido. E daí? O assunto não sou e não é você.

    *
    A questão é mais simples do que a discussão faz parecer: é totalmente absurdo usar critério racial para o que quer que seja. Isso basta para jogar no lixo metade dos discursos dos movimentos de defesa dos negros — e de qualquer outra raça. Em outras palavras: usar critério racial para o que quer que seja é racismo puro.

    O argumento da «reparação histórica» é falacioso não apenas por ser um racismo disfarçado. Ele supõe que o passado é mais importante que o presente e que leis podem ser elaboradas com base no passado para projetar um futuro hipotético.

    A história deve ser investigada, é claro, e é importante aprender com ela. Mas elaborar leis e políticas públicas é algo bem diferente. Se fôssemos colocar tudo na ponta do lápis da história, veríamos que os próprios negros têm uma dívida enorme com os negros escravizados.

    *

    Mas de qualquer forma não acredito que a dita ‘minoria’ pretenda ‘dar uma lição’ em quer que seja

    Você realmente acredita que a minoria não pretende isso? Você se deu o trabalho de ler a entrevista com a ex-ministra? Você percebe que é esse tipo de gente que é responsável por promover política igualitárias e discursar na TV e na imprensa em prol da igualdade racial? Você acompanha os discursos dos líderes desses movimentos? Com que informações você sustenta sua crença?

    *

    Agora me desculpe, mas isso sim é uma verdadeira falácia:
    ‘Com o tempo esses grupos não se reconhecerão como iguais e entrarão num conflito tal que apenas o Estado que criou essa divisão será capaz de manter a ordem’. Da onde você tirou isso?

    Dos noticiários.

    Reparou que nos últimos anos têm surgido mais e mais processos por racismo? O que acontece? As pessoas tornaram-se mais racistas? A justiça está mais eficiente para combater casos desse tipo? Êxito na construção da consciência negra?

    Pense por um instante nessas perguntas e talvez assim você compreenda minha afirmação.

  13. Os esforços devotados de intelectuais e da mídia para provar que o Brasil é um país racista seriam desnecessários se o Brasil fosse racista. Ninguém teve de provar cientificamente o racismo da África do Sul. Quando a prova tem de ser obtida mediante contorcionismos estatísticos, o que fica provado é apenas o desejo incontido que uma certa elite tem de produzir, desde cima, um conflito racial que jamais brotaria de baixo espontaneamente, como de fato não brotou. (link)

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s