Spiegel im Spiegel

lonely

Minha culpa, minha máxima culpa. Confesso que não tenho tido a serenidade de recusar as vozes exteriores com a mesma força que costumo recusar as vozes interiores. Mas depois de yogar, respirar diversas vezes e recuperar o que restou de minha sanidade, vejo que não há diferenças importantes entre as vozes que vêm de fora e as que vêm de dentro. São gritaria sem sentido e como tais devem ser tratadas — como armadilhas, como obstáculos, como ameaças. Com freqüência essas vozes se travestem de conselhos sinceros, de desejos legítimos, de medos incontornáveis, mas são o que são: gritaria sem sentido. Raramente elas têm alguma conexão com o silêncio interior, raramente elas ecoam a voz de Deus.

Não se trata de permanecer em meditação, mas de perceber a importância do silêncio interior na realização das tarefas realmente necessárias — e agir em silêncio e buscando silêncio. Não se trata de eliminar as vozes, mas de eliminar aquilo que lhes dá origem e que as alimenta — talvez assim a legião se dissolva em indivíduos realmente conscientes da gritaria em que estão mergulhados e capazes de sair dela.

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