Cinco causas que você precisa conhecer (e combater)

1) Desarmamento

Mal a imprensa concluiu seus rituais de necrofilia no caso do massacre de estudantes no Realengo (RJ, Capital), logo em seguida apareciam representantes do Executivo e do Legislativo Federal dizendo que novas ações de desarmamento deveriam ser discutidas. O presidente do Senado foi além e formalizou o pedido de um novo referendo sobre a proibição da produção e do comércio de armas no Brasil.

Alguém me explique a lógica que há em campanhas e ações para tirar armas legais de circulação. O psicopata que atacou a escola usava armas ilegais e foi neutralizado graças a uma arma legal.

O governo, com o pretexto de resolver um problema de sua responsabilidade que ele não consegue resolver, oferece como solução a eliminação da única possibilidade que a população civil tem para lidar com esse problema. Desarmar bandido (que por definição só usa arma ilegal) que é bom, necas.

Mesmo que você não pegue em armas, tente imaginar algo pior do que um país em que todas as armas disponíveis estão nas mãos de criminosos e de um governo totalitário.

2) Leis anti-homofobia

É desnecessário, embora importante, discutir a «realidade» em que as propostas de leis anti-homofobia se baseiam. Estatísticas servem para isso. Recomendo que elas sejam checadas para que não haja dúvidas de que, num país onde há 50 mil homicídios por ano, os homossexuais estão muito, mas muito longe de ser um grupo de risco. Sem falar que uma das condições para estabelecer se um crime configura homofobia de fato é o registro da preferência sexual do criminoso, informação que convenientemente é omitida quando militantes falam de «genocídio gay».

Mas para invalidar tais políticas bastaria considerar o seguinte: leis anti-homofobia têm sido elaboradas para proteger e beneficiar pessoas cuja condição só pode ser atestada por elas mesmas. Em outras palavras, para garantir a proteção oferecida por estas leis basta a pessoa declarar-se homossexual. Quem terá condições de duvidar da palavra de uma pessoa que se declara homossexual? Diante da impossibilidade de atestar objetivamente a condição de homossexual, num processo criminal ou cível, prevalecerá uma destas duas coisas: um comitê governamental que fará as avaliações e emitirá laudos comprobatórios do homossexualismo da vítima (em algum lugar do inferno, Stalin deve estar aplaudindo) ou a simples palavra do indivíduo. É evidente que as pessoas que criam leis desse tipo sabem que elas destruirão a ordem jurídica desde suas bases, o que me leva a crer que o objetivo delas é precisamente este, nunca o objetivo declarado.

Avise-me se for difícil demais compreender isto, mas antes tente imaginar algo pior do que um país em que uma conduta sexual é usada como parâmetro para o estabelecimento de vantagens legais e de imunidade a toda e qualquer crítica.

3) Cotas e políticas raciais

Aqui a própria expressão revela o erro. O que é uma política racial? É uma política que leva em conta a cor da pele e/ou a raça do indivíduo. Já fizeram isso antes e todo mundo sabe o que aconteceu em seguida — chamava-se nazismo. Com o pretexto de igualar as diferenças, elas acabam sendo mantidas com sinal invertido e até mesmo acentuadas.

As pessoas favoráveis a estas políticas dizem que é necessário fazer uma reparação às injustiças históricas sofridas pelos negros. Mas uma injustiça histórica só serve como base para uma lei se ela pode ser observada no presente, isto é, se o injustiçado o é no presente. Isto automaticamente torna desnecessária qualquer avaliação ou classificação racial, pois a condição de injustiçado não se expressa na cor da pele, mas pelas condições de vida do indivíduo concreto (o que é um bom argumento a favor de cotas sociais, com o que concordo em contextos específicos). Se não houvesse verdade nisto, seria fácil conceder um benefício a quem não precisa dele e, portanto, incorrer numa injustiça muito maior do que aquela que se pretende combater.

4) O combate às desigualdades

A chave é sair da ficção, colocar os chavões esquerdistas sobre a própria mesa e observar o que pode acontecer a você. Fiz isso algumas vezes com várias expressões: «promover a justiça social», «combater as desigualdades», «distribuir renda», «inclusão social» etc. As poucas expressões que sobrevivem ao mero exame semântico não sobrevivem à realidade. Não passam, portanto, de slogans especialmente elaborados para comover inocentes úteis, ainda que eles vivam conforme valores diametralmente opostos àqueles subentendidos nestes slogans. Por partes:

— «Promover a justiça social»
Justiça é conceito que se aplica a indivíduos concretos, não à sociedade, seja a partes dela, seja a ela como um todo. O que é uma sociedade justa? Marxistas têm o lema «de cada um conforme sua capacidade, para cada um conforme sua necessidade»: é um slogan bonito, mas que só pode ser aplicado através do estabelecimento de um poder que transcenda toda a sociedade. Um poder com essa dimensão por definição aprofunda as desigualdades e as injustiças.

— «Distribuição de renda»
Historinha que circula na internet há algum tempo; mesmo que você já a conheça, vale a pena ler de novo:

Uma universitária cursava o sexto semestre de um curso superior. Como é comum no meio universitário, pensava que era de esquerda e estava a favor da distribuição da riqueza. Tinha vergonha do fato de seu pai ser de direita e, portanto, contrário aos programas e projetos socialistas que previam dar benefícios aos mais pobres e impostos mais altos aos que tinham mais dinheiro. A maioria dos seus professores tinha afirmado que a filosofia de seu pai era equivocada. Por tudo isso, um dia, decidiu enfrentar o pai. Falou com ele sobre o materialismo histórico e a dialética de Marx, procurando mostrar-lhe que estava errado ao defender um sistema tão injusto como o da direita. No meio da conversa o pai perguntou:
— Como vão as aulas?
— Vão bem, pai.
— E como vão as suas notas?
— Estão indo bem. A média das minhas notas é 9, mas me dá muito trabalho consegui-las. Não tenho vida social, durmo pouco, mas vou em frente.
— E a tua amiga Sônia, como vai?
— Ih, essa vai muito mal. A média dela é 3, principalmente, porque passa os dias em shoppings e em festas. Pouco estuda e algumas vezes nem sequer vai às aulas. Com certeza, repetirá o semestre.
O pai, olhando nos olhos da filha, aconselhou:
— Que tal se você sugerisse aos professores ou ao coordenador do curso para que sejam transferidos 3 pontos das suas notas para as da Sônia? Com isso, vocês duas teriam a mesma média. Não seria um bom resultado para você, mas, convenhamos, seria uma boa e democrática distribuição de notas para permitir a futura aprovação de vocês duas.
Ela indignada retrucou:
— Por quê?!? Eu estudei muito para conseguir as notas que tive, enquanto a Sônia buscava o lado fácil da vida. Não acho justo que todo o trabalho que tive seja simplesmente dado a outra pessoa.
Seu pai, então, a abraçou carinhosamente dizendo:
— Bem-vinda à direita!

Novamente, basta trazer o slogan para a realidade para desmontá-lo. Quando se fala de distribuição de renda deve-se perguntar três coisas: 1) renda de quem?; 2) quem vai cumprir a tarefa? e 3) quem vai cumprir a tarefa leva quanto nessa história? A mitomania esquerdista invariavelmente recusa as três perguntas.

5) «Defender a democracia»

Slogans análogos são «combater a corrupção» e «defender a ética». Quem pode ser contra essas causas? O problema aqui é a canalhice pura e simples. Uma breve revisão da história do país torna as coisas mais claras.

Se você acompanhou a política dos anos 90 acompanhou também a ação dos partidos de esquerda, sobretudo a do PT. Deve ter visto campanhas pela ética na política e como os inimigos políticos da esquerda foram achincalhados às vezes sem motivo aparente ou relevante. O PT conseguiu duas coisas com isso: neutralizar seus inimigos e monopolizar a ética. Um dos marcos desse período foi o impeachment de Collor, derrubado por causa de uma doação indevida de um Fiat Elba. Anos depois o PT subiu ao poder e instalou no Governo Federal um esquema de corrupção que fez Collor parecer um menino e seu Fiat Elba, um caminhãozinho feito de garrafa pet.

O fato mesmo da retomada das discussões sobre o desarmamento é exemplo da forma como a esquerda entende o termo «democracia». No referendo de 2005 dois terços dos eleitores recusaram a proibição do comércio e da produção de armas. Passados seis anos o Governo Federal — o mesmo PT daquela época — propõe outro referendo sobre o mesmo assunto, como se o primeiro referendo não valesse nada ou como se a democracia só tivesse valor enquanto for favorável aos ideais da esquerda.

***

Note como estas cinco causas convergem e são defendidas sempre pelas mesmas pessoas. São pessoas que

1) votam no PT
2) acreditam que a imprensa que se manifesta contra o governo é golpista
3) acham que o PSDB é um partido de direita
4) acham que criminosos são vítimas da sociedade
5) defendem o aborto como direito de escolha
6) acreditam que cultura é assunto para o governo
7) escandalizam-se com um comentário infeliz de um político direitista na TV mas acham normal que grupos de militantes se organizem para apedrejar o sujeito — e consideram estes «democráticos» e «minorias oprimidas» e aquele «fascista», «defensor dos interesses dos poderosos» ou «representante do grande capital»
8) aliás, acreditam que o governo atual é democrático
9) e ainda por cima defendem o socialismo e chamam bestas quadradas e ditadores de «grandes estadistas»
10) confiam mais em políticos do que em si mesmas

É evidente que estas causas e crenças devem ser combatidas, mas tal combate terá pouca utilidade se elas não forem entendidas como parte de um programa organizado. Sem essa compreensão, o combate isolado à ditadura gayzista, às políticas racistas ou às investidas dos desarmamentistas será como escavar a terra para tapar buracos.

.

link da imagem

Anúncios

7 comentários sobre “Cinco causas que você precisa conhecer (e combater)

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s