Seqüestro estatal

Uma mensagem urgente para quem tem filhos, netos ou sobrinhos menores de 6 anos

O Governo Federal acabou de aprovar lei que torna OBRIGATÓRIA a educação escolar a partir de 4 anos de idade. Isto pode ser lindo à primeira vista, mas devemos lembrar de algumas coisas:

1) O sistema educacional brasileiro tem se mostrado um dos piores do mundo.
2) Mesmo com resultados deploráveis, o Governo Federal está mais preocupado com a inserção de conteúdos cuja utilidade na melhoria desses resultados é no mínimo discutível (igualdade étnico-racial, cultura africana, islamismo) e em alguns casos abominável (sexo para crianças em idade pré-escolar, kit-gay em escolas).
3) Com freqüência as escolas são celeiros de violência ou são alvos dela.
4) A educação familiar doméstica no Brasil é proibida, o que significa a criminalização de toda iniciativa familiar a favor da educação dos próprios filhos.

Se alguém precisar de mais informações para entender a gravidade deste quadro, por favor ouça esta entrevista,

É evidente que esta ação do Governo Federal nada tem a ver com melhoria da educação, mas sim com a ampliação e a reafirmação do poder estatal sobre a família brasileira, que hoje é uma das poucas instituições capazes de fazer frente à ditadura sob a qual vivemos. A carga horária prevista para o novo período de educação infantil (4 e 5 anos de idade) é de 800 horas; isto significa que cada criança nesta idade ficará 800 horas a menos com seus pais numa idade em que as relações familiares são infinitamente mais importantes do que as atividades escolares. Quem sabe o que é uma criança de 4 anos de idade não tem nenhuma dúvida disso.

Link sobre a lei recentemente aprovada.

Sobre a educação familiar doméstica, veja este vídeo.

As questões que proponho são as seguintes:
1) O que é necessário para mudar essa situação em curto, médio e longo prazo?
2) O que se pode fazer para não se submeter aos parâmetros atuais da educação brasileira?
3) O que é necessário fazer para que todos compreendam que uma iniciativa como esta do Governo Federal é mais um de seus inúmeros crimes contra a família brasileira?

Estejam à vontade para se manifestar, sobretudo se este assunto não lhes parecer sério o suficiente.

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12 comentários sobre “Seqüestro estatal

  1. Ei Christian! Quando fiquei sabendo desta lei, a princípio, considerei positiva. Acho importante haver espaço/educação para crianças nessa idade, principalmente, gratuito. Concordo com vc sobre o baixo nível/qualidade da educação no Brasil e os diversos problemas que enfretamos. Porém, tomando a realidade da minha família como exemplo (meus filhos ficam em escolinhas desde os 6 meses de idade) não me aterrorizo, pois foi a solução mais segura e plausível que encontrei para eles. Então, para mães que não podem pagar escolas particulares e precisam deixar seus filhos para trabalharem fora, acho a ideia boa. Agora, o fato de ser ‘obrigatório’ ainda não tinha parado para pensar… Se a oferta de educação fosse de qualidade, pelo menos… Beijos.

  2. Adelina:

    Todo o problema se resume no «obrigatório». É absurdo e desumano um governo querer ter mais autoridade do que os pais para determinar quando e como as crianças deverão ser educadas. A coisa fica ainda mais monstruosa se levarmos em conta o tipo de educação que constitui o «sistema oficial de ensino», todo ele organizado de cima para baixo, de acordo com «especialistas» cujas opiniões não passam nem no teste da risada. Basta ver as participações de «psicológos» nos inúmeros conselhos da Câmara dos Deputados.

    Beijos pra ti.

  3. Não importa. Desobedeça o governo. Ou seu filho até os 10 anos vai aprender que dar o cu é legal e mais tarde será marxista. E sua filha vai querer mudar de sexo.

  4. Amigo, ninguem e otario, nao: http://www.guardian.co.uk/commentisfree/2013/may/08/christian-home-schooling-dark-side

    Se alguem se questionava sobre seu impeto altruista e sincero de defender a educacao domiciliar, acabamos de te desmascarar.

    Alias, voce nao respondeu minha pergunta: quem e Antonio Carlos? Nao adianta nada sugerir que oucamos outro fanatico religioso como voce, pra defender as mesmas ideias religiosas que voce defende.

    Antes um governo omisso do que um religioso maluco e tendencioso como voce e os seus.

  5. Oi Christian, também fiquei muito assustada. Daqui a pouco vão querer obrigar os bebês de colo a ir para creches com o intuito de afastá-los dos pais. Existem correntes de pensamento que defendem o fim da família. Não é brincadeira: conheço uma pessoa que viveu anos numa comunidade nos EUA que se concentrava num prédio onde existia o “andar das crianças” e os pais só tinham acesso a elas duas horas por dia.

    Bem, acabei me afastando um pouco da notícia. O que acho é o seguinte: por que existe obrigatoriedade da parte dos pais? Que tal o governo ser obrigado a oferecer escola a partir dos 4 anos para quem quisesse matricular seus filhos?

    Outra coisa: mesmo sem a escola ser obrigatória a partir desta idade, as mães têm se separado dos filhos muito cedo. Sempre gosto de falar sobre este assunto porque acho que tínhamos que pensar nas possíveis consequências de uma criança ficar em uma instituição desde os QUATRO meses de idade e só voltar para casa para dormir. Sim, porque a maioria das creches funciona com horário de 12 horas por dia. Lembro de, na minha infância, ouvir meus avós criticarem a geração de seus avós. Eles diziam que as crianças (da sua classe social, classe média alta) passavam o dia com tutores e babás e eram apresentadas aos pais no final do dia para que estes as vissem limpas e arrumadas durante uma hora. Isto era conhecido como “a hora das crianças”. Minha avó dizia que, segundo o que a mãe dela, minha bisavó contava, os pais eram entidades distantes, mas que na geração dela já não era assim. Será que estamos retrocedendo?

    Outra coisa, talvez pior que a privação de contato com os pais: as escolas e pré-escolas que funcionam 12 horas por dia oferecem APENAS 30 minutos diários de recreio. Ao questionar uma pedagoga, ela me veio com a seguinte resposta: “ah, mas nós oferecemos muitas atividades lúdicas, as crianças não são massacradas para estudar, não”. Ao que eu repliquei: “pois é, mas são atividades lúdicas DIRIGIDAS. Liberdade para brincar, só 30 minutos diários????” Olha, parece um presídio mais enfeitadinho e colorido. Tenho medo do desenvolvimento dessas crianças, tenho medo que elas percam a capacidade de organizar seu tempo, de pensar por si mesmas, de desenvolverem a individualidade por oposição ao coletivo, etc.

    Sei que a situação econômica mudou muito e as mães têm que trabalhar, mas acho que é válido pensar em outras saídas. Profissões liberais (médica, dentista, advogada, tradutora, psicóloga, etc) permitem à mulher diminuir sua carga de trabalho fora durante os primeiros anos de vida da criança. Claro que isso afeta o orçamento, mas a contrapartida e não ter que pagar escola. Meu filho tem 2 anos e meio e ainda não frequenta escola. Levo à praça, aula de natação, aula de música, marco encontro com amiguinhos para brincarem, etc. Até penso em colocar em uma escolinha ano que vem, meio período. Mas é uma escolha minha, e não uma imposição do governo. Se eu não morasse em cidade grande, em apartamento, provavelmente eu adiaria ainda mais a sua ida à escola, até uns 6 anos. Mas na minha situação específica, prefiro que ele tenha umas horas por dia na escola a partir de 3 anos, para ele ter mais contato com coleguinhas.

    Desculpe o comentário tão longo. É que o tema mexe comigo.

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