Cinco causas que você precisa conhecer (e combater)

1) Desarmamento

Mal a imprensa concluiu seus rituais de necrofilia no caso do massacre de estudantes no Realengo (RJ, Capital), logo em seguida apareciam representantes do Executivo e do Legislativo Federal dizendo que novas ações de desarmamento deveriam ser discutidas. O presidente do Senado foi além e formalizou o pedido de um novo referendo sobre a proibição da produção e do comércio de armas no Brasil.

Alguém me explique a lógica que há em campanhas e ações para tirar armas legais de circulação. O psicopata que atacou a escola usava armas ilegais e foi neutralizado graças a uma arma legal.

O governo, com o pretexto de resolver um problema de sua responsabilidade que ele não consegue resolver, oferece como solução a eliminação da única possibilidade que a população civil tem para lidar com esse problema. Desarmar bandido (que por definição só usa arma ilegal) que é bom, necas.

Mesmo que você não pegue em armas, tente imaginar algo pior do que um país em que todas as armas disponíveis estão nas mãos de criminosos e de um governo totalitário.

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Cultura salva vidas

Nos dias que sucederam o terrível maremoto que assolou o nordeste do Japão, jornais brasileiros noticiaram — sem esconder uma certa surpresa — o preparo e a organização do povo japonês para resistir a tais tragédias. Todos sabemos que o Japão é tecnologicamente preparado para lidar com os terremotos e maremotos, mas a maioria de nós não tinha noção de que a organização social e individual poderiam ter tanta importância nessas situações. Entre os sobreviventes, ordem e solidariedade. Não houve saques de casas e lojas, não houve caos ou histeria, apenas o firme sentimento de que as pessoas deveriam se ajudar a reconstruir suas casas e suas vidas.

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Sol nascente

O exemplo está diante de nós, para que não haja dúvidas. Cultura faz diferença. Cultura realmente salva vidas.

Depois do terremoto e do maremoto que atingiram o nordeste do Japão na semana passada, até mesmo os jornais brasileiros puderam constatar que o preparo para desastres desse tipo foi decisivo para a população que habita as regiões mais afetadas. Alguns noticiários mencionaram textualmente a «cultura japonesa».

Não havia apenas um sistema sólido de monitoramento desses eventos — o que permitiu alertar a população sobre a chegada do maremoto –, havia também um preparo individual e coletivo para salvaguardar-se e sobreviver enquanto suas casas eram tomadas pela água. O sistema de monitoramento depende de recursos, é claro, mas o preparo individual e coletivo decorre mesmo da cultura.

Mas de onde vem isso? Continuar lendo