Por que fazemos o que fazemos?

Como você sabe que este mundo é exatamente isso que ele demonstra ser? Você vai à cozinha, abre o armário, pega um copo, enche-o de água para matar a sede. Os gestos automáticos não permitem compreender como isso é possível. Não sabemos como desenvolvemos as certezas, como chegamos ao comportamento automático que nos permite saber que temos sede e que ela pode ser resolvida com a tríade cozinha-copo-água, além dos movimentos correspondentes.

É claro que não faz muita diferença ter certeza sobre todos os processos interiores (físicos e mentais) envolvidos na simples tarefa de matar a sede, mas quando as tarefas ficam mais complexas as certezas e os gestos automáticos passam a ter outra importância — um pouco maior, eu diria. É sempre bom saber por que fazemos aquilo que fazemos, nem que seja para dizer à vida quem é que manda neste chiqueiro.

Anúncios