Cinco causas que você precisa conhecer (e combater)

1) Desarmamento

Mal a imprensa concluiu seus rituais de necrofilia no caso do massacre de estudantes no Realengo (RJ, Capital), logo em seguida apareciam representantes do Executivo e do Legislativo Federal dizendo que novas ações de desarmamento deveriam ser discutidas. O presidente do Senado foi além e formalizou o pedido de um novo referendo sobre a proibição da produção e do comércio de armas no Brasil.

Alguém me explique a lógica que há em campanhas e ações para tirar armas legais de circulação. O psicopata que atacou a escola usava armas ilegais e foi neutralizado graças a uma arma legal.

O governo, com o pretexto de resolver um problema de sua responsabilidade que ele não consegue resolver, oferece como solução a eliminação da única possibilidade que a população civil tem para lidar com esse problema. Desarmar bandido (que por definição só usa arma ilegal) que é bom, necas.

Mesmo que você não pegue em armas, tente imaginar algo pior do que um país em que todas as armas disponíveis estão nas mãos de criminosos e de um governo totalitário.

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E agora?

A festa da democracia não terminou. Ainda vejo bêbados caídos no chão, vomitando nos cantos e balbuciando palavras sem nexo. Prossigamos mesmo assim e aproveitemos a lucidez que ainda nos resta para tomar algumas notas.

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O petismo II

absurd gun

Pior do que eleição é ter que discutir com quem entrou no debate sem qualquer condição de debater.

Oras, para ser candidato o sujeito só precisa provar que é alfabetizado e, se o tal Ficha Limpa é a sério, que não está sendo processado por alguma merda que fez recentemente. Ou seja, se o sujeito for analfabeto funcional e tiver feito merda mas não estiver sendo processado, sinal verde para sua candidatura a qualquer cargo político.

Então, reprise: pagodeiros, ex-guerrilheiras, atores e atrizes pornô, palhaços, sindicalistas profissionais, professores grevistas, jogadores de futebol, corruptos e mentirosos assumidos — todos estão aptos a se candidatar e alguns se elegem e se reelegem.

E não é apenas com eles que você precisa discutir caso queira manter vivas as esperanças de que a política adquira alguma decência: você precisa discutir também com os eleitores deles.

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Exemplo colhido a esmo:

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Da arte de votar

A democracia é um sistema que se define por números e por maiorias simples. A regra é clara: se um grupo de 100 pessoas precisa escolher entre A e B, ganha quem tiver 51 votos. Se de 100 pessoas, 90 decidem não escolher nada ou decidem fazer panelaço no dia da escolha, as 10 que se dispuseram a escolher decidirão quem ganha — A ou B. E com apenas 10 votos disponíveis, para ganhar bastará receber 6 votos dos 100 votos iniciais. Lindo.

Pode-se dizer que é um sistema cruel, mas essa é a definição de qualquer sistema de maioria simples — o que me faz lembrar daquela famosa frase de Internet: «coma merda; um bilhão de moscas não podem estar erradas».

Essa ficha me caiu muito tarde. Eu estava na sala de aula, na faculdade, quando surgiu um impasse sobre o andamento de uma disciplina. Depois de muita discussão, não houve nenhum consenso. Então logo surgiu alguém com aquela frase. Você sabe, «aquela frase»: Continuar lendo

Impagável

Castelo Branco

“O último grupo político que pensou estrategicamente no país foram os militares durante a ditadura. Todo o resto agiu emergencialmente pensando nas eleições que estavam por vir ou na água que estava batendo na bunda.” — Bernardo Carvalho, do RTFM.

Comentários? Choramingos?

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A propósito disso, vale a pena ler este artigo.