Natal

Natividade mística (c.1500), Botticelli (1445-1510)

O Natal é a celebração do nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo. Comemore — sem esquecer que o aniversário é dele, não seu.

Que a data seja festejada como aquilo que de fato ela representa. Que a luz de Cristo ilumine corações e mentes. E que todos tenham um feliz Natal, com muita saúde e paz.

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O Natal venceu

nativity

É preciso ser muito míope para ver como mera expressão de consumismo rasteiro toda a movimentação das semanas que antecedem o Natal.

Aos olhos dos detratores do Cristianismo — ateus, na maioria, porque qualquer pessoa com uma dose mínima de de religiosidade não perde tempo com acusações tolas — o Natal é apenas uma festa de consumo. As luzes que enfeitam ruas, casas e edifícios não passam de meios de ampliar as vendas de vários tipos de quinquilharias chinesas. A correria nas lojas e nos mercados são arrogância burguesa, que não liga a mínima para a massa de miseráveis que mal consegue comprar um panetone de padaria. A febre de consumo leva algumas pessoas a gastar num bibelô dinheiro suficiente para a ceia de uma família inteira. Papai Noel é uma mentira sádica. Etc.

O que essas pessoas não conseguem ocultar é o fato simples de que as luzes quase sempre são um desejo sincero de tornar os lugares mais luminosos e belos. A maioria das pessoas não compra presentes para si, mas para pais, filhos e outros parentes próximos, além de amigos. Pode-se até dizer que a maioria dá presentes para “praticar a generosidade”, para causar boa impressão e conquistar a aprovação e a gratidão de outrem, mas mesmo que isso seja uma manifestação egocêntrica e pouco espontânea, ela não esconde o fato simples de que algo bom está sendo oferecido sem que, na maioria dos casos, haja expectativas realmente sérias e censuráveis de que haja um retorno. Histórias infantis e mentiras não são a mesma coisa; logo, Papai Noel está desculpado.

O que não se pode ocultar é que, afinal, o Natal venceu. Certamente ainda estamos distantes do ideal cristão — expresso, por exemplo, no Sermão da Montanha; todo o espírito do Cristianismo está contido nele; o Natal deveria ser uma celebração do nascimento e também da mensagem de Jesus. Mesmo assim, mesmo com pessoas imperfeitas e que “confundem o dedo com a Lua”, é inspirador que todos anos, num mundo cada vez mais confuso e caótico, as pessoas ainda encontrem tempo, disposição e recursos para se reunir com parentes e amigos ao redor de um presépio, de uma árvore iluminada, de uma mesa cuidadosamente organizada e celebrem, ainda que de forma discreta, aquele que trouxe Luz Divina ao mundo.

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Neste Natal, que sejamos dignos de celebrar o nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo e que sua luz continue nos iluminando e nos indicando os melhores caminhos.

Natal é uma data para agradecer e retribuir. O maior presente de todos já nos foi dado mais de dois mil anos atrás.

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A todos vocês, um Feliz Natal e um Ano Novo próspero, com dias cada vez melhores.

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Natal

nativity von rohden
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Como não pensar que, mesmo do fundo desta humanidade satisfeita e desesperada, levanta-se um clamor aflitivo de ajuda? É Natal: hoje entra no mundo «a luz verdadeira, que todo o homem ilumina» (Jo 1,9). «O Verbo fez-Se carne e habitou entre nós» (Ib. 1,14), proclama João evangelista. Hoje, precisamente hoje, Cristo vem novamente «entre os Seus» e a quem o recebe dá «o poder de se tornar filho de Deus»; ou seja, oferece a possibilidade de ver a glória divina e de compartilhar a alegria do Amor, que em Belém fez-se carne por nós. Hoje mesmo, “o nosso Salvador nasceu no mundo”, porque sabe que precisamos d’Ele. Não obstante as numerosas formas de progresso, o ser humano permaneceu igual ao de sempre: uma liberdade dividida entre bem e mal, entre vida e morte. É precisamente ali, no seu íntimo, naquilo que a Bíblia chama de “coração”, donde ele tem sempre necessidade de ser “salvo”. E, talvez, na época atual pós-moderna, tem ainda mais necessidade de um Salvador, porque a sociedade em que vive tornou-se ainda mais complexa, e mais enganosas tornaram-se as ameaças para a sua integridade pessoal e moral. Quem pode defendê-lo senão Aquele que o ama, a ponto de sacrificar na cruz o seu Filho unigênito como Salvador do mundo?

Trecho da mensagem do Papa Bento XVI para o Natal de 2006. O texto integral pode ser lido aqui.

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A todos vocês, desejo um feliz Natal e que Deus abençoe a todos.

É Natal

É um alívio saber que o mestre não viu esta capa.

ray charles christmas
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Ok, parei. De volta à nossa programação normal.

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link da imagem (donde, aliás, pode-se baixar o CD)

Natal

natividade botticelli

Natal é a celebração do nascimento de Jesus Cristo. O aniversário é dele, não seu. Lembre-se disto.

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Sim, é permitido ornar a casa com neve falsa, lâmpadas chinesas e enfeites de garrafa pet, mesmo que a aparência dessas coisas não seja a mais aprazível. Mas estas coisas são o meio, não o fim — e nem sempre este justifica aquele.

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O presépio — a representação do nascimento de Jesus — é uma das formas mais singelas e genuinamente cristãs de marcar a data. Que a arte do presépio não se perca.

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Refeições especiais também são bem-vindas. Mas, como no caso dos ornamentos, moderação e sensatez são pressupostos. Há pessoas que celebram o nascimento de Jesus jogando comida fora depois da ceia ou padecendo problemas gastrointestinais.

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Presentear é uma arte perdida. Você presentearia espontaneamente o seu amigo secreto? O que o nascimento de Jesus tem a ver com a insinceridade ao presentear?

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Aos não-cristãos radicais — também conhecidos como anticristãos — o exercício natalino que eu sugiro é ler o Sermão da Montanha.

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A todos, feliz Natal.

Que a celebração desta data seja também um ritual de gratidão: a Deus, por ter trazido Nosso Senhor Jesus Cristo ao mundo; ao Nazareno, por iluminar nossos corações com seus atos e suas palavras.

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A verdadeira luz, que alumia a todo homem, estava chegando ao mundo. Estava ele no mundo, e o mundo foi feito por intermédio dele, e o mundo não o conheceu. Veio para o que era seu, e os seus não o receberam. Mas, a todos quantos o receberam, aos que crêem no seu nome, deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus; os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do varão, mas de Deus. E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade; e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai. (Jo 1: 9-14)

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A imagem acima pode ser ampliada com um clique nela. O original está aqui. Trata-se da representação da Natividade, por Sandro Botticelli.

Natal

Tommaso di Stefano

No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e sem ele nada do que foi feito se fez. Nele estava a vida, e a vida era a luz dos homens; a luz resplandece nas trevas, e as trevas não prevaleceram contra ela. Houve um homem enviado de Deus, cujo nome era João. Este veio como testemunha, a fim de dar testemunho da luz, para que todos cressem por meio dele. Ele não era a luz, mas veio para dar testemunho da luz. Pois a verdadeira luz, que alumia a todo homem, estava chegando ao mundo. Estava ele no mundo, e o mundo foi feito por intermédio dele, e o mundo não o conheceu. Veio para o que era seu, e os seus não o receberam. Mas, a todos quantos o receberam, aos que crêem no seu nome, deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus; os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do varão, mas de Deus. E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade; e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai. — João 1:1-14

A todos meus amigos, amigas e familiares, um feliz Natal. Que o espírito da data esteja vivo e presente na alma de todos, hoje e sempre.