Nóis se forma mais se diverte

Para registrar apenas, porque isso foi bem divertido:

Comentei uns posts atrás que havia concluído o mestrado na FAU-USP. A banca de apresentação e defesa da dissertação aconteceu numa sexta-feira, dia 22 passado.

Anteontem, dia 1º de junho, recebi carta da mesma FAU-USP informando que a banca seria naquele dia, 22 de maio. O mais interessante é que o carimbo no envelope indica que a carta foi enviada no dia 25. Infelizmente a data da própria carta sumiu porque a cachorrada feizufavô de comer o cabeçalho.

Resumindo: a banca acontece num dia; três dias depois o aviso de que a banca vai acontecer é enviado pelo Correio; o aviso finalmente chega ao seu destino doze dias depois da banca ter acontecido.

Eu entendi direito ou estou preso num vórtex temporal?

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Ainda os vermelhos

fau usp maranhão vila penteado

Recebi através de uma lista de discussão um email de divulgação do VII Seminário da LARES – Latin American Real Estate Society – Sociedade Latino Americana de Estudos Imobiliários. O evento deve acontecer na Escola Politécnica e, como o nome sugere, focalizará o mercado imobiliário.

Uma das respostas ao email foi no mínimo surpreendente (grifos meus):

Pelo jeitão da coisa, trata-se de picaretagem com lustro acadêmico. Surge uma saudade dos militantes das Brigadas Vermelhas, atirando moedas na cara de certos professores, enquanto eles “ministravam” aulas.

O sujeito que escreveu a pérola acima é aluno de pós-graduação na USP. Não pretendo sustentar que isso prova algo a respeito da instituição, mas é preocupante saber que de lá sai gente que suspira por terroristas, como se isso fosse a coisa mais normal e linda do mundo.

Contestar é uma coisa, quase sempre saudável no ambiente acadêmico, desde que feito com educação e inteligência. Rosnar e ameaçar é outra, totalmente oposta àquilo que se espera de alguém que recebe educação pública e gratuita, orientação de um professor habilitado e, ao fim, o título de mestre ou doutor.

Bandalheira

reitoria da usp ocupada

Reitoria da USP invadida e ocupada há quase um mês. Suspensão das aulas em diversas faculdades da USP. Desobediência às decisões do governador e de juízes. Tudo isso por iniciativa de “estudantes” cuja formação é sustentada com dinheiro público e que supostamente serão a elite pensante deste país.

Eles aproveitam a invasão para trazer de volta a campanha por eleições diretas para reitor. O que essa patota está pensando? Que a universidade é uma democracia?

Que tal colocar um tanque para circular pela Cidade Universitária, só para eliminar certas dúvidas que sustentam a oratória do movimento “estudantil”?

Chauí strikes again

Depois de, num assombroso lapso neo-socrático, ter dito que não sabia de porra nenhuma, Marilena Chauí, criativa que só ela, bolou um curso de pedagogia da terra (alfabetização para boi dormir?), feito exclusiva e especialmente para os analfabetos do MST, com direito a diploma de graduação da USP.

Se eu soubesse que alguém surgiria com essa idéia brilhante, não teria passado tanto tempo nas escolas e na universidade para conseguir o meu.

O que é Marilena Chauí?


A filósofa Marilena Chauí fazendo o que melhor sabe fazer: cozinhar

No último dia 12, em encontro de petistas realizado no Sindicato dos Engenheiros de São Paulo, Marilena Chauí declarou:

“Essa alegria imensa que eu sinto aqui é porque nos últimos meses eu me perguntei o que foi que nós fizemos para sermos tão odiados… Nunca em toda minha vida presenciei um ódio igual a esse. E sei hoje por quê: é porque nós fomos o principal construtor da democracia nesse país. E nós não seremos perdoados por isso nunca”.

O corpo docente da USP podia se chamar corpo doente.