Fare forward voyagers

john fahey

Ouça.

Simplesmente não consigo parar de ouvir essa música. A versão original tem 23 minutos e pode ser baixada aqui.

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John Fahey já apareceu neste blog antes. Merece uma re-espiada.

Conhecer John Fahey é obrigatório para quem, como eu, gosta de violão. Nem tudo dele é excelente, principalmente alguns blues slides exagerados em algumas músicas, mas Fare Forward Voyagers é excelente — procurem também Mark 1:15 e Voice of the Turtle.

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Timing é tudo

ulisses rocha

Ouço neste momento uma música do violonista Ulisses Rocha chamada “A voz no telefone”, composta nos anos 80 (ouça-a; o link aí leva à página de download).

Se tivesse sido composta algumas décadas antes, a música se chamaria “A voz na minha orelha”. Se tivesse sido composta hoje, o nome seria “A voz no smartphone”.

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Imagem obtida aqui.

Música para o domingo

John Fahey (1939-2001)

john fahey

Não me lembro de como cheguei a John Fahey. Mais certo seria dizer que ele é que chegou a mim, num desses encontros acidentais que marcam toda uma vida. Considerado o génio do violão folk, apelidado de “Blind Joe Death” pelos seus fãs, Fahey era obcecado pelos nativos norte-americanos — em cujo ritmo sua música pulsa. John Fahey era um autêntico “american primitive guitar player”. Anos atrás a revista Rolling Stone o colocou entre os 30 maiores guitarristas de todos os tempos — nada mais justo.

As três primeiras músicas aqui apresentadas são folks clássicos. “Steamboat Gwine Rounda Da Bend” usa a conhecida técnica de slide, com o violão tocado sobre as pernas. “Wine and Roses” é uma música rica em escalas e virtuosismo, quase um prelúdio à maneira clássica.

As duas últimas músicas são marcos na obra de Fahey. Surpreendentes, inovadoras, impressionantes. “Voice of the Turtle” é quase um épico; preste atenção aos últimos 4 minutos dessa música.

Poor Boys Long Way From Home

Wine and Roses

Steamboat Gwine Round Da Bend

On the Sunny Side of the Ocean

Voice of the Turtle (em formato MP3, para download via 4Shared)

Música para o domingo

michael hedges

Michael Hedges era um cara muito esquisito. Perguntado sobre o tipo de música que ele fazia, ele costumava responder “heavy mental” — nada mais apropriado para classificar sua obra e sua vida, prematuramente interrompida num acidente de carro, em 1997. Continuar lendo

Música para o domingo

John McLaughlin

Como muitos apreciadores do violão, descobri John McLaughlin quando um amigo me emprestou uma fita K7 (sim, uma fita K7, eu sou desse tempo) com o álbum “Friday Night in San Francisco”, fruto da sábia decisão de McLaughlin de juntar-se a outros dois grandes violonistas: Paco de Lucia e Al Di Meola. Além de “Friday Night in San Francisco”, a parceria resultou em outros dois álbuns, um que leva o nome dos músicos (ou simplesmente The Guitar Trio) e outro chamado “Passion, Grace and Fire” (o nome não poderia ser mais adequado), além de uma turnê bem-sucedida. Para quem aprecia o violão, os três álbuns são obrigatórios — aquele tipo de obrigatoriedade que não incomoda de forma alguma.

John McLaughlin é mais reconhecido como guitarrista de jazz. Ele é na verdade um músico eclético. Ecletismo é o rótulo que se adota quando não se sabe o que quer; aparentemente não é esse o caso de McLaughlin, que sempre se mostra muito à vontade, ora acompanhado pelos indianos do Shakti, ora ao lado de Katia Labeque e seu piano, ora com Paco e Al Di Meola. O ecletismo de McLaughlin é o que muitos chamam de música superior, que depende sempre da pesquisa intensa, da inspiração constante e de um tipo de entrega à arte que só pode ser associada aos mestres.

Com o grupo Shakti, Le Danse du Bonheur e Ma No Pa.

Com Katia Labeque, Montana e Brise de Cœur.

Com Paco de Lucia, Frevo, de Egberto Gismonti.

Com Paco e Larry Coryell, Guardian Angel — alguém mande prender esses caras por excesso de velocidade nos dedos…

The Guitar Trio (John McLaughlin, Paco de Lucia e Al Di Meola), parte 1. O show completo você encontra aqui, em onze partes.